Enrabado pelo amigão do meu pai


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Enrabado pelo amigão do meu pai
Gosto do Escobar desde sempre. Meu pai e ele são grandes amigos de infância, moravam na mesma rua, frequentaram os mesmos colégios, vieram do interior para São Paulo quando entraram na universidade e, moraram na mesma república de estudantes durante a faculdade. Ele sempre foi presença constante em nossas vidas, meu irmão e eu não comemoramos nenhum evento importante do qual o Escobar não tenha participado de forma ativa e amorosa. Ele nos viu nascer e crescer. Apenas uma coisa o distinguia do meu pai. Enquanto meu pai, aos quarenta e cinco anos, estava casado e constituíra família, ele, com a mesma idade, continuava o mesmo bon vivant de sempre, solteiro charmoso, mulherengo e pegador.
Ao longo dos anos esse meu gostar do Escobar foi se transmutando. Quando criança, eu era apaixonado pelas brincadeiras que ele inventava para distrair a mim e ao meu irmão, e dos presentes que nunca se esquecia de trazer. Durante a adolescência era na garupa de suas motos incrementadas e caras ou, de carona em seus carros esportivos, que eu gostava de estar ao lado dele. E, nos últimos anos dessa fase, é que seu corpo naturalmente muito bem estruturado me tirava o sono. Até nisso a natureza parecia ter conspirado para aproximá-lo do meu pai, pois ambos, desde a juventude, eram cobiçados e disputados pelas mulheres. Enquanto isso, os hormônios que iam lentamente mudando minhas feições, enchendo minha cara de espinhas, tornando o timbre da minha voz mais grave e esculpindo uma silhueta, já há muito haviam feito de mim um belo homem. E, talvez, durante uma fase de obscurantismo eu tenha experimentado e vivido o complexo de Electra, pois me sentia tremendamente atraído pelo meu pai. Aos poucos, fui percebendo nas características físicas do Escobar o mesmo tesão contido e desassossegado que sentia pelo meu pai. Já não me passavam despercebidos àqueles ombros largos e braços musculosos, aquele peito peludo e seu sorriso que acentuava a covinha que se formava em seu queixo anguloso, nem seu olhar aquilino para a minha bunda que parecia não querer parar de crescer e se avolumar. Aos vinte anos eu estava com tudo em cima e atraía tanto os olhares femininos quanto os masculinos. E, aquele pouco de timidez infantil que continuava presente em algumas situações, me tornava ainda mais atraente aos olhos experientes e ávidos dele.
O Escobar frequentava nossa casa como se fosse a dele. Era o único para quem não havia regras. Ele podia chegar a hora que fosse e sempre era recebido com afeto e carinho. Alojava-se no quarto de hóspedes pelo tempo que julgasse conveniente, ou até que precisasse da solidão e da intimidade de sua própria alcova. Nos últimos cinco anos, e para certa frustração de minha parte, ele já não vinha com a mesma frequência que antes, pois, dando asas ao seu bem sucedido lado profissional e empreendedor, havia montado uma rede de lojas de pneus em Ciudad del Leste no Paraguai. Mais um de seus diversificados negócios no ramo de importação e exportação, que abrangia também uma distribuidora de bebidas e destilados, responsável pela quase totalidade de bebidas que os três países daquela fronteira consumiam. Além de sócio em alguns negócios do meu pai. No entanto, mesmo essa distância toda não o impedia de aparecer a cada dois ou, quando muito, três meses, e se demorar por umas semanas. Durante esse período, ele nem pensava ficar isolado no apartamento que mantinha em São Paulo, fosse pela insistência do meu pai, fosse pela necessidade do acolhimento que experimentava em companhia de nossa família.
Meu pai havia viajado a negócios para os Estados Unidos, levando minha mãe. Estávamos num janeiro tórrido durante as minhas férias na faculdade. O Escobar estava conosco desde o Natal e prometera aos meus pais ficar de olho em mim, uma vez que meu irmão estava passando as férias na casa de praia da namorada. Ele e eu fomos levar meus pais até o aeroporto numa manhã de sexta-feira ensolarada e de trânsito caótico.
- Já pensou no que vamos fazer neste final de semana? – perguntou, quando voltávamos para casa em meio ao trânsito lento da Marginal Tietê.
- Não, não pensei em nada. Por que, você tem alguma sugestão? – respondi, interrompendo a frase – Will I ever be too far when you feel alone? – que eu acompanhava fazendo coro com a música No Way No da banda Magic que tocava no sistema de entretenimento do Jeep Grand Cherokee dele.
- Will I ever spend a day not telling you you’re beautifull? – retrucou ele, sorrindo em minha direção. – Não, só pensei em te levar para algum lugar onde possa se distrair. – emendou.
- Vou ficar bem, não se preocupe. É bom ter você por perto. – afirmei, devolvendo o sorriso.
- Estava pensando em passar uns dias na praia. Seu pai comentou que precisava fazer uns pequenos reparos na casa e reimpermeabilizar as madeiras da varanda e do deque da piscina. Como ele anda atarefado com os negócios e essa viagem aos Estados Unidos, resolvi poupá-lo dessa tarefa. O que me diz? – Era assim a relação deles. Havia um compromisso fraterno pelo qual se ajudavam mutuamente, sem que isso conhecesse qualquer reserva.
- Pode ser. Mas nessa época não vai ser fácil encontrar mão-de-obra, e isso pode levar umas três semanas. – retorqui concordando, mesmo sabendo que ele já havia tomado sua decisão.
Naquele mesmo dia rumamos para o condomínio em São Sebastião onde ficava nossa casa de praia. O lugar concentra pouco mais de trinta residências esparsamente espalhadas por uma mata nativa bem preservada em frente a uma enseada de areia grossa, e dois rochedos que a ladeiam, tornando-a praticamente privativa do condomínio, uma vez que o acesso a pé é feito por uma trilha pouco conhecida e de difícil percurso. Bem no centro do condomínio há uma enorme piscina ladeada por palmeiras e algumas quadras esportivas, bem como um centro de convivência com salão de jogos e de festas, um bar-lanchonete sazonal, e onde, no alto verão, a galera se reúne para um bate-papo, uma azaração, ou simplesmente, para rever aquelas amizades distantes que só se reencontram anualmente ali.
Ficamos jogando conversa fora e assistindo televisão até tarde, esparramados nos sofás da sala. Quando o cansaço me venceu e a monotonia do filme que estávamos assistindo foi me desconcentrando, comecei a cochilar ali mesmo.
- Ei dorminhoco!! Vá para o seu quarto. Você já está muito grandinho para eu te levar para a cama como quando você era criança. – falou, enquanto sacudia meu ombro, me tirando daquele torpor gostoso.
- A ideia é tentadora!! – respondi com um sorriso.
Tive uma noite angustiante, com o sono sendo interrompido frequentemente por imagens libidinosas, no que eu não distinguia ser um sonho ou, simplesmente, imagens que minha mente ia criando. Provavelmente, eram fruto do convívio mais intenso dos últimos dias com o Escobar, e do fato dele ter desfilado pela casa de praia apenas usando um short desde que chegamos ao litoral. Na sucessão confusa de imagens pouco nítidas, eu me via colocando uma pica enorme na boca enquanto sugava e saboreava a textura daquele membro rijo entre os meus lábios. Eu tinha a certeza de que a pica era do Escobar, embora nunca a tenha visto frente a frente. O que eu já havia presenciado era de domínio público, pois não passava daquele volume distinguível que preenchia suas calças. Mas, no sonho, embora eu não conseguisse ver o rosto do macho que me induzia a mamar seu cacete, não restava dúvida de se tratar do Escobar. O mais delirante, e que me deixava tão perturbado, era que eu estava adorando fazer aquilo; especialmente, por que podia sentir que isso estava dando um enorme prazer ao dono daquele caralho.
Foi menos complicado do que eu imaginava dar início aos reparos que a casa precisava. Já no meio da manhã do sábado o Escobar tinha conseguido contratar três peões para tocar o serviço. Essa era outra qualidade, ou digamos característica, de sua personalidade que eu admirava, pois sua capacidade de persuasão não conhecia limites. Era querer fazer alguma coisa que nada o impedia de conseguir seu intento. Depois de providenciarmos a compra dos materiais que o pessoal precisava, fomos até a área de convívio do condomínio para almoçar. Reencontrei umas amigas, das quais duas me apresentaram seus novos namorados, que já não eram os do verão passado e, mais uns amigos que também não via desde a temporada anterior. Enquanto nós conversávamos animadamente ao redor da borda da piscina, colocando em dia os acontecimentos de todo aquele ano, o Escobar tomava umas cervejas com os pais de alguns desses amigos e amigas, junto com uma galera mais velha, debaixo dos quiosques que circundavam os deques ajardinados da piscina.
- O filho do Fernando virou um garotão e tanto. Já tinha notado isso no ano passado, mas agora parece que está ainda mais bem equipado, se é que vocês entenderam. – disse um dos caras, com um riso malicioso, que estava sob os quiosques com o Escobar.
- A minha mais velha suspirou por ele o verão passado inteirinho. Era Fabinho pra cá, Fabinho pra lá! – exclamou outro dos caras na mesma mesa.
- Já o meu, safado como sempre, vive dizendo que no meio daquela bundona do Fabinho deve ter um cuzinho mais apertado que buceta de virgem. – manifestou-se um terceiro entre uma zombaria generalizada.
- O garoto tem mesmo uma bunda de fechar o comércio. Não dá para não olhar para ela e sentir o cacete se interessando. – retorquiu o que havia começado o assunto.
- Que papo de velho babão é esse? Deram para ficar falando sobre aquilo que já não estão mais dando conta de fazer? Conversa besta essa!! – exasperou-se o Escobar, vendo-os me devorar com os olhos, e se animar com a visão do meu caminhar até a lanchonete para pegar uns sorvetes.
- Vai me dizer que você nunca reparou e nem sentiu uma comichão no caralho vendo aquela bundinha carnuda numa sunga? – inquiriu outro, tirando uma com a cara do Escobar.
- Você é o mais privilegiado de todos. Pode dar uma enrabada naquele cuzinho e ver se o garotão gosta da fruta. – observou, sarcasticamente, outro integrante daquele circulo que ria sob o efeito das cervejas.
- Deixa de ser pervertido! O moleque podia ser meu filho, eu o conheço desde o dia em que nasceu! – enfureceu-se o Escobar, prestes a fazer o cara engolir as próprias palavras.
- É brincadeira. Acalme-se, estamos só comentando. Depois, você não é o pai dele! – retrucou outro.
- Mas, me sinto como se fosse! Ele é um bom garoto. – asseverou o Escobar.
- Cara! Não esquenta, temos certeza disso! É que o moleque faz presença, isso não dá pra negar. – sentenciou um deles. – Falando nisso, pelo visto sua filha vai passar mais um verão suspirando por ele, dá só uma olhada nos sorrisos que ela lança na direção dele. – continuou, entre nova onda de risadas.
Quando voltamos para casa o sol estava se pondo atrás das montanhas cobertas pela mata que circundavam o condomínio. O encarregado mostrava ao Escobar o que haviam feito naquele dia, enquanto seu pessoal o aguardava na caminhonete, prontos para voltarem para suas casas.
- O que foi? Você está com uma cara desde esta tarde. O trabalho dos caras não ficou bom? – perguntei, enquanto preparava uns sanduiches para o jantar.
- Não. Eles trabalharam direitinho, até me surpreendi. Geralmente durante a temporada eles dão uma corrida para pegar o máximo de trabalho possível e vão fazendo as coisas de qualquer jeito. Mas, não foi o que aconteceu. Por enquanto estão trabalhando muito bem. – respondeu, enquanto me observava fazer os lanches.
- E por que está com essa cara então? – insisti.
- Que cara? É a minha. – retorquiu secamente.
- É que ela costuma ser menos carrancuda que esta que está aí. – brinquei.
- Não dá para você vestir uma bermuda, como os garotões da sua idade, quando vai até o centro de convívio do condomínio? Tem que usar uma sunga tão cavada como essa? – questionou, apontando na minha direção.
- Qual é? Tava todo mundo de sunga em volta da piscina esta tarde. Você pirou? De onde tirou isso? – retruquei, sem entender o porquê de tudo aquilo.
- Bem! É que ... bem, nem todos tem uma bunda tão avantajada quanto a sua. E, fica todo mundo olhando e comentando, cacete! Você podia ser mais discreto! – disse, constrangido, mas firme.
- Sinceramente não sei qual é a sua. Mais discreto e recatado do que eu? Se eu for mais tímido do que isso, vão me tachar de doente. – afirmei. – O que foi que comentaram sobre mim? – quis saber.
- Nada. Deixa pra lá! Esse assunto já me aborreceu o suficiente. – respondeu carrancudo.
- Não vejo motivo para isso. Se você se aborreceu com isso foi porque quis. Eu já me acostumei com as piadas sobre a minha bunda. – devolvi com desdém.
- Mas podia deixa-la mais coberta, ao invés de ficar chamando a atenção de macho. Não quero mais te ver andando desse jeito por aí! – exasperou-se.
- Qual é, nem meu pai fala assim comigo. E você não é ele para mandar em mim! – sentenciei furioso com aquela intromissão descabida.
- É como se fosse. Sei que seu pai diria a mesma coisa se estivesse aqui agora. E não pense que eu vou me intimidar com essa cara de moleque bravinho e mimado. Você não vai mais andar com essa sunga por aí, e está avisado! – respondeu elevando a voz.
- Vai esperando! Você não é nada meu e eu não te devo explicações. – grunhi enraivecido, enquanto ia me afastando em direção ao meu quarto e encerrando a discussão.
Aquela conversa ressuscitou uma velha insegurança minha. Já tinha ouvido comentários a respeito da minha bunda no colégio, especialmente durante as aulas de educação física e, mesmo na faculdade, e isso me fazia pensar que achavam que eu fosse veado. Uma dúvida que eu mesmo tinha, e sobre a qual procurava não pensar. Agora era a primeira vez que alguém tão próximo de mim se mostrava incomodado com isso, a ponto de incitar uma discussão dessas. Depois de umas longas horas na tranquilidade do meu quarto, ouvindo música, nas quais fiquei remoendo o assunto, não consegui deixar de achar intrigante o fato de o Escobar ficar perturbado com a exposição da minha bunda. E não consegui deixar de sentir certo prazer nisso, malévolo e egoísta eu sei, mas deliciosamente prazeroso. Será que ele também tinha sonhos libidinosos comigo? Meus lábios esboçaram um sorriso discreto.
- O que foi? Que sorriso é esse? – ele me perguntou, quebrando aquele silêncio demorado, quando relativamente tarde da noite, fazíamos um lanche na cozinha.
- Não é da sua conta. – respondi, ainda zangado, embora ficar brigado com ele fosse uma experiência nova com a qual eu me sentia profundamente triste.
- Deixa de ser malcriado! Você não é mais criança para fazer birra! – exclamou, como se zelar pela minha educação fizesse parte do seu papel.
- Mas você está me tratando como uma criança. Aliás, como seu filho, e eu não sou seu filho. – enfatizei, pois no meu íntimo queria que ele me visse como alguém a quem desejasse.
- Eu gosto de você e do seu irmão, e me preocupo com vocês, tal como seu pai. É tão difícil entender isso? – retorquiu sereno.
- Não quero brigar com você. Por isso fico chateado quando você me trata como se eu fosse um menininho. Eu também gosto muito de você, mais do que você possa imaginar. – sentenciei.
- O que você quer dizer com isso? – inquiriu, percebendo que o tesão que sentia por mim talvez fosse recíproco.
- Eu amo você, Escobar! – devolvi, encarando-o com toda a coragem que pude juntar.
- Ah garoto! Não brinque assim! – exclamou, sentindo uma vontade férrea de me mostrar o quanto estava a fim de mim.
- Não estou brincando. Eu cresci, e não sou mais um menininho, sei quando estou gostando de alguém. – falei, mais encorajado ainda por ver aquele homem tão seguro de si, estar experimentando um momento de total insegurança e desafio.
- É, acho que sabe mesmo. – disse, antes de se aproximar de mim e passar uma daquelas suas mãos enormes pelo meu rosto. – Você me deixa maluco me encarando com essa carinha safada, sabia? – acrescentou, enquanto seu polegar roçava de leve os meus lábios.
Num impulso, vindo nem sei bem de onde, coloquei minhas mãos espalmadas sobre o peito peludo dele e fiz os dedos deslizarem carinhosamente entre os redemoinhos de pelos densos, e abri minha boca, aprendendo aquele polegar numa mordiscada sensual e provocante. O corpo dele se retesou, e pude sentir a musculatura dele se enrijecendo embaixo da pele quente. Um dos braços dele circundou meu tórax e o trouxe para junto dele. Minha pele lisinha encostou-se àqueles pelos que seguiam pela barriga enxuta dele, enquanto uma descarga elétrica percorria minha coluna, deixando minhas pernas bambas e inseguras. Minhas mãos deslizaram ao redor do pescoço dele onde me pendurei numa entrega irrestrita.
- Ah Fabinho, não me provoque! – sua voz saiu num rosnado, antes da boca úmida dele cobrir a minha num beijo sugado e cheio de desejo.
Deixei que a língua dele entrasse na minha boca e chupei-a num tesão desenfreado, enquanto sentia a mão dele entrando por debaixo do meu short e agarrando minha nádega num amasso impudico e guloso. Aos poucos, ele me apertava a bunda com as duas mãos e me trazia para mais junto dele que, enrodilhando meus braços ao redor do pescoço musculoso dele, dei um salto e enrosquei minhas pernas ao redor da cintura dele. Sem me largar, ele caminhou comigo até a sala, metendo a língua ávida com mais volúpia na minha boca. Ele me inclinou sobre o sofá e puxou meu short até os tornozelos. Meu pintinho estava à meia bomba, os biquinhos rosados dos meus peitinhos estavam duros, e ele se divertiu sabendo que meu tesão estava me deixando todo pronto para sua investida. O cacetão dele formava uma saliência protuberante e sensual debaixo do short, e ansiava por mais liberdade para se empinar. Percebendo que meu olhar se fixara, curioso e interessado, nesse ponto, ele abriu o short e se despiu. O caralhão enorme e grosso se projetou da virilha pentelhuda, sobre um par de culhões que pendiam ingurgitados e provocantemente sensuais. Meus olhos arregalados redobram meu interesse por aquele cacetão. Nunca havia visto algo nem parecido com aquilo, exceto por baixo do ventre de um garanhão. Notando que eu havia ficado deslumbrado com seu membro, ele acariciou meu rosto com ele, orgulhoso e esfuziante. Com todo o cuidado e delicadeza, peguei o pau na mão e comecei a acaricia-lo, admirando cada detalhe mais de perto, como se estivesse apreciando uma joia rara. Da cabeçorra saliente, parecendo um enorme cogumelo, começou a minar o pré-gozo rescindindo ao cheiro almiscarado de macho, e deixando a glande provocantemente úmida e suculenta. Como nos meus sonhos, eu parecia já conhecer o sabor daquele néctar, e comecei a lambê-lo diligentemente. Escobar deixou que o ar lhe saísse por entre os dentes cerrados, assim que o toque aveludado dos meus lábios tocou no seu cacete. Com a tenacidade assanhada pelo sabor amendoado daquele fluido, comecei a sugar, mordiscar e brincar com aquele mastro quente e pulsátil, levando o Escobar ao delírio.
- Chupa gostoso minha pica, chupa tesãozinho!! – rosnou, metendo a rola na minha goela.
Eu mamava o cacete e gemia de tesão. Embora nunca tivesse sentido um caralho no cu, minhas preguinhas chegavam a formar um beicinho que se contraía cheio de desejo. Escobar parecia ter adivinhado o que se passava com o meu cuzinho, e com um dedo hábil e pervertido começou a insinuá-lo no meu ânus. Aquilo me deixou ensandecido, eu gania com uma sensualidade tal, que notei o efeito que isso provocava nele. Seu rosto refletia a cobiça predadora que o levou ao meio das minhas coxas, deslizando suas mãos pesadas até abrir minhas nádegas para ver meu cuzinho piscando.
- Tem um fogo ardendo aí dentro, não é tesudinho? – insinuou, devasso e excitado.
- Ahã! – gemi, ciente de que havia conseguido fazer aquele macho perder o que lhe restava de racionalidade e passar a agir apenas pelo instinto sexual.
Ele melou meu reguinho esfregando a pica entre as minhas nádegas que, de tão polpudas e volumosas, prensavam seu membro arrebatadoramente em seu interior condescendente. De repente, comecei a sentir que ele forçava a cabeçorra na porta do meu cuzinho, cada vez com mais ardor. Ele tremia de tesão e eu de receio antecipando a dor. Selvagem e passional, ele meteu o caralhão, tão teso que chegava a afligir sua virilha, naquela maciez virginal e sedenta.
- Aaaaaaaiiii, Escobar! – O misto de grito e ganido ecoou no ar, assinalando a posse irrefutável daquele cuzinho imaculado, e ele arfou triunfante como um touro. – Está doendo. Não me machuca, por favor. – implorei, sentindo que algo se rasgava dentro de mim.
- Shhhh! Seja forte meu tesudinho, relaxa o cuzinho que já vai passar. – a voz dele era tranquila e segura, embora ele estivesse fazendo um esforço sobre-humano para refrear os frêmitos da sanha que agitava todo seu corpo.
Meus esfíncteres estavam tão travados e contraídos que mal podiam alojar um alfinete, quanto mais aquela jeba indecentemente espessa. Mas, eu fiz o que ele mandou e, tão logo ele percebeu minhas preguinhas bambearem, continuou a enfiar a pica no meu cu, em estocadas lentas e rítmicas. Eu sentia minha impotência permissiva diante daquela carne rija e latejante que ia se alojando em mim, me arregaçando enquanto gemia de dor e prazer. Ele metia, vigorosa e impetuosamente, fazendo com que seus culhões batessem de encontro ao meu rego, como uma coqueteleira preparando a seiva viril que ele intentava inocular em mim, galando minhas entranhas para demarcar seu território. Meu anel anal, contraído numa convulsão tetânica, apertava firmemente a rola, durante o vaivém cadenciado das estocadas dele, garantindo o prazer desfrutável de ambos. A musculatura rota e dolorida do meu esfíncter anal devassado se apertava contra a truculência do cacetão dele, enquanto eu gemia e me deliciava com a magia daquela intimidade tão desejada que me fazia flutuar nas nuvens. Em meio a esse entra e sai avassalador no meu cu, eu gozei melando minhas coxas. Ele parecia não ter pressa, controlava seu desejo iminente de gozar reduzindo o frenesi das estocadas, para poder prolongar aquela sensação sensualmente entorpecente. Somente quando o cacete cravado em mim pareceu estufar, e ele metê-lo até o talo, que eu senti seus músculos estremecerem, e o ouvi liberar um urro potente, enquanto, ao mesmo tempo, meu cuzinho recebia seus jatos de porra quentes e pegajosos, como uma dádiva celestial.
Os dias iam passando e, não apenas a noite, quando nos deitávamos na mesma cama e trepávamos até adormecer enroscados nos braços um do outro, Escobar não me dava moleza, me enrabava o dia todo, inventava posições, deixava meu cuzinho esfolado e exausto. Escobar gostava de ver meu corpo, meio de menino meio de homem, iluminado pela luz do sol, gloriosamente branco e dourado. Beijava e mordia minha carne tenra, abria meu rego para meter a língua, beliscava e batia até quase me fazer gritar de dor, e então, triunfante, metia tudo até o talo, independentemente de onde estivéssemos. Ele já não controlava seu desejo, pelo contrário, dava vazão ao tesão que parecia estar acumulado há muito tempo. Dominado e submisso eu arquejava, resfolegava, gemia, uivava feito uma cadela no cio e, demonstrava o quanto o adorava como meu macho.
- Ah garoto! Você sabe como deixar um macho tinindo de desejo, louco para socar a caceta nessa bundinha tesuda. – ele dizia isso me encarando com aquele olhar másculo brilhando de tesão, toda vez que colocava os olhos em meu corpo e, antes de se aproximar de mim, me tomar em seus braços, e enfiar aquele caralhão no meu rabo.
Lamentei e fiquei um tanto quanto tristonho quando, depois de três semanas, as obras na casa de praia caminhavam para o fim. Embora o Escobar se camuflasse atrás daquela aparência de macho que dá pouca importância aos sentimentos, eu percebi que ele também se angustiava pelo término daquelas obras e, pela perspectiva daquele sonho apontar para um final. Voltamos para São Paulo na véspera da minha volta as aulas na faculdade. E, no dia seguinte, ele alegou que precisava ir até Foz do Iguaçu para resolver umas questões e ver como andavam os negócios por lá. Me despedi dele com o peito oprimido e tão sensível que não consegui conter as lágrimas, quando ele me apertou em seus braços e me beijou com uma ternura que eu jamais havia experimentado.
As semanas foram passando e ele nem dava notícias, nem regressava. Comecei a ligar para ele e a secretária, ou um funcionário, dizia que ele não se encontrava ou, que estava numa das lojas. Com isso começaram a se passar os meses e, além da saudade, eu também comecei a imaginar que talvez ele não sentisse mais nada por mim. Assim que chegaram as férias de meio de ano, peguei um avião até Foz do Iguaçu. Cheguei ao aeroporto no início de uma tarde nublada, com uma garoa fina e fria, formando uma bruma que sufocava a cidade. Ele me esperava no saguão de desembarque com um sorriso franco, mas, parcimonioso. Quando me aproximei dele o suficiente para sentir seu calor e, aquele cheiro másculo do qual minha pele não se esquecera nesses meses todos, atirei-me em seus braços e tentei beijá-lo, mas, ele se esquivou discretamente. Achei que ele não queria dar bandeira no meio de toda aquela gente, embora não fosse de seu feitio dar ouvidos à opinião dos outros. No carro, enquanto ele dirigia, e por entre os dois últimos botões da camisa entreabertos exibindo os pelos do peito dele, tentei enfiar a mão ali para aplacar o tesão que já fazia meu corpo todo ansiar pelo contato dele. Para provocá-lo, também passei a mão sobre o volume em suas calças, no entanto, ele afastou minha mão dizendo que eu estava tirando a atenção dele do volante.
Escobar morava numa cobertura duplex donde se via boa parte da cidade. Me deixou na portaria dizendo que tinha umas coisas a resolver, mas, logo estaria de volta, que eu fosse pensando onde queria jantar.
- Quero jantar sua pica bem molhadinha. – sussurrei em seu ouvido, para que o porteiro não ouvisse meu assanhamento. Ele riu e me deu um beijo na testa.
Esperei, agoniado, até às nove horas, quando ele entrou no apartamento um pouco mais sisudo do que eu o conhecia.
- Poxa! Pensei que você tinha se esquecido de mim. – reclamei, procurando, excitado, um contato físico com ele.
- O que eu precisava resolver demorou mais do que eu imaginei. – respondeu. – Já escolheu onde vamos jantar? Vou tomar uma ducha e podemos sair. – emendou, dirigindo-se a sua suíte.
- Eu preparei aquele risoto com bacon, alho-poró e ervilhas, com um medalhão de alcaparras na manteiga que você tanto gosta. E, pensei em servir a sobremesa lá no quarto. – devolvi animado, voltando a sentir o tesão mexer com cada parte do meu ser.
- Não precisava ter tido esse trabalho. – retrucou, sem olhar nos meus olhos.
- Não foi trabalho nenhum! Gosto de fazer as coisas para você. – minha euforia estava em cada palavra. – Depois, a Dona Joana me deu a maior força. – brinquei.
- Se eu fosse depender da gororoba dela, estava fodido! – exclamou rindo.
Eu estava tão agitado, tão despudoradamente travesso com nosso reencontro, que mal notei a meticulosidade e a reserva nas palavras dele. Ele devorou o jantar como se há dias não visse comida. Elogiou meus dotes culinários e, fez troça dizendo que se eu não fosse bem sucedido como publicitário, poderia tentar a gastronomia.
Mal havíamos terminado de tirar a mesa, meu cuzinho ardendo de tesão querendo ser o gran finale daquela ceia, quando o interfone tocou. O Escobar atendeu como quem já esperava por essa interrupção abrupta.
- Pode mandar subir, seu Agostinho. – disse, procurando, de soslaio, captar a minha reação.
- Pensei que fossemos ficar sozinhos esta noite! – exclamei desapontado.
- Desculpe, esqueci-me de te avisar que tinha marcado esse encontro. – a voz dele soava dolorosamente fria.
Quando ele abriu a porta, uma garota, talvez pouco mais velha do que eu, entrou com um sorriso profissional e curioso. Fixou o olhar em nós dois e, disse um ‘oi’ pouco espontâneo, como se aquilo que estava vendo não correspondesse a uma certeza que ela trazia consigo. Depois de uns vinte minutos sentados na sala, uma conversa esquisita, constrangedora, foi deixando um clima carregado no ambiente, e eu me toquei que estava sobrando. Fui para uma das suítes do apartamento com os olhos marejados, mal conseguindo conter a vibração contida no peito.
Passava da uma da manhã quando irrequieto, não conseguia conciliar o sono. Eu estava explodindo de desejo, queria sentir o sabor do Escobar, sua pele roçando a minha, ele pulsando nas minhas entranhas. Caminhei até a suíte dele e encontrei a porta entreaberta, a cama tão arrumada quanto a Dona Joana a devia ter deixado na manhã do dia anterior, e nenhum sinal dele. Descalço para não ser ouvido, subi as escadas para o andar superior. Dos últimos degraus pude ouvir uns suspiros abafados vindos de uma sala que ficava num extremo do andar. Nua e debruçada de quatro sobre um sofá, a garota emitia aqueles sons ensaiados, enquanto o Escobar, em pé atrás dela, estocava seu cu com o caralho encapado por uma camisinha, com uma brutalidade e fúria mitigantes, deixando sua cabeça pender para trás e, de olhos cerrados, como se estivesse pensando em outro cu que não aquele. Voltei ao meu quarto aos prantos, desiludido e sentindo uma dor como nunca havia sentido. Recostado junto à janela, olhava para o céu que ia se desanuviando, abrindo espaço para as estrelas derramarem seu brilho oscilante sobre a noite silenciosa, quando vi um taxi estacionando diante do edifício e a garota entrando sem olhar para trás. Fiquei ali acocorado e encolhido, perdido em meus pensamentos, até a claridade da aurora despejar sua luz tímida dentro do quarto.
- Fabinho! Fabinho! – o Escobar bateu na porta do quarto pouco depois das oito. – Você já acordou, Fabinho?
- Não. Estou dormindo. Volte depois. – resmunguei, ainda vestido como na véspera.
- Ande, levante, seu engraçadinho. Eu vou te levar para o aeroporto, seu avião decola em pouco menos de três horas. – sentenciou, entrando no quarto e me encarando duramente.
- Eu não vou viajar. Acabei de chegar ontem. E, você me deve uma explicação. – afirmei desafiador.
- Eu já comprei sua passagem, e você vai voltar para casa. – a ordem era seca e castradora.
- Por que você está fazendo isso comigo? Eu te amo! A gente se ama! – indaguei choroso. – Eu quero ficar aqui com você. Quero que você me abrace e me leve para a cama. Quero ser seu. – persisti.
- Eu não sou um canalha. Seu pai e eu somos amigos, irmãos. Não posso cometer essa traição com ele. O que aconteceu lá na praia foi um desatino. Eu não posso foder o filho do meu melhor amigo, entenda isso. – ele falava zangado, não comigo, mas, consigo mesmo.
- Eu amo você. Não consigo ficar sem você. – apelei.
- Não seja infantil! Aquilo que aconteceu foi um tesão momentâneo, não significou nada. – revidou.
- Mentira! Eu senti você dentro de mim. Eu sei o que você sentia enquanto estava aninhado no meu cuzinho. – eu estava tão seguro disso, quando do fato de estar vivo. – Você estava fodendo o cu daquela puta e pensava em mim, não adianta negar.
- Deixa de bobagens. Eu tenho idade para ser seu pai. – ele não conseguia me encarar. – Você vai conhecer alguém da sua idade, livre e pronto para receber seu amor. – emendou, acabrunhado.
- Mas, você não é meu pai! Eu não quero mais ninguém. Eu quero você. Você é meu homem, se fez o meu macho. Quero sua boca, sua tara, quero que você me molhe com sua porra. – minha voz voltava a embargar.
- Eu vou contar ao seu pai o que fiz. Nunca tivemos segredos. Ele não merece ter um amigo canalha como eu que se aproveita da ausência dele para enrabar seu filho. – a consciência dele o atormentava, ouvindo suas próprias palavras.
- Você não pode fazer isso. Ninguém lá em casa sabe das minhas inclinações. Você não teria coragem de fazer uma coisa dessas. – o medo se apoderava de mim.
- Eu não sou homem de temer a verdade. Se eu digo que seu pai vai saber que eu comi o filho dele, é porque ele vai saber.
- Eu vou estar perdido! É isso que você quer? Não basta querer acabar com o nosso amor, você também quer me arruinar? Você faz ideia do que eu estou sentindo aqui dentro? Isso está doendo, e doendo muito. – eu estava tão apavorado que já nem sabia mais o que estava dizendo. Dava pancadinhas com a ponta dos dedos no meu peito, indicando o quão ferido sentia meu coração.
- Ande. Pegue sua bagagem e vamos para o aeroporto. Essa discussão acaba aqui. – sentenciou, deixando o quarto e, a mim a soluçar. Estava arrasado por estar me causando tanta dor.
Desde aquele dia, quando vinha a São Paulo, ele não se hospedava conosco. Passava rapidamente, trazia seus costumeiros presentes, jantava vez ou outra e, muitas das vezes, eu ficava sabendo que ele estava na cidade pelos comentários do meu pai. Havia dias que eu estava tão triste que não me preocupava com nada. Estava tão desiludido que cheguei a pensar em contar eu mesmo aos meus pais que estava apaixonado pelo Escobar e que tinha dado o cu para ele, e queria fazer isso por toda a minha vida. Meu pai nunca me chamou para uma conversa, habito que ele tinha toda vez que queria resolver um assunto importante. Deduzi que o Escobar não tivera coragem de falar nada.
Um ano e meio depois, logo após a minha formatura, meu pai me entregou os contatos de uma renomada agência de publicidade em Londres. Ao mesmo tempo, disse que um parceiro de negócios havia comentado com eles de um possível interesse meu por um estágio na agência. Fiquei eufórico com a possibilidade de trabalhar com eles, e depois de alguns telefonemas, ficou acertado que eu podia, inicialmente, ficar dois anos por lá.
Eu estava em Cumbica me despedindo dos meus pais, quando, pouco antes de entrar no saguão de embarque, o Escobar apareceu do nada. Meu coração parecia querer sair pela boca. Ainda estava tão ligado nele, que por uns instantes, achei que ele vinha me pedir para ficar, que não podia mais esconder o amor que sentia por mim, e que queria ficar comigo. Devaneios de uma mentalidade pueril e ingênua. Ele me abraçou e me beijou na testa, como um pai zeloso, me desejou sorte e um futuro brilhante. Ao pronunciar as últimas palavras, percebi que o tom de sua voz ficava cada vez mais rouco.
- Eu amo você! Vou sentir sua falta pelo resto da minha vida. – sussurrei em seu ouvido, colocando um beijo úmido na comissura dos lábios dele. E, segui para o embarque com os olhos flutuando em lágrimas.
O pessoal da agência foi muito receptivo. Em poucas semanas me sentia tão em casa como se estivesse trabalhando num dos negócios do meu pai. A equipe de publicitários era fera naquilo que fazia, e o convívio com eles, além de divertido, era extremamente proveitoso para a minha carreira. Eu quase não sentia as horas passando quando estava na agência. A coisa piorava quando eu abria a porta do pequeno apartamento no terceiro andar da Old Ford Road, em Tower Hamlets, defronte ao Victoria Park, e mergulhava nos meus pensamentos. Parecia que ao ver os casais de namorados, ou um casal com seus filhos pequenos, desfrutando do sol pálido e mortiço de Londres, no outro lado da rua, a minha desilusão com o amor se tornava mais nefasta e trágica. Era comum ver dois caras sentados nos bancos do Victoria Park trocando olhares enternecidos, ou mesmo carícias sutis e apaixonadas. Imediatamente minha mente era bombardeada com as imagens do Escobar comigo naquelas saudosas três semanas na casa de praia.
Quem por vezes me tirava dessa melancolia era meu vizinho de porta, Baigh, um jovem engenheiro escocês, que parecia ter um eterno problema com a perda das chaves do seu apartamento. Não havia horário e nem cerimônia para ele bater a minha porta e pedir para usar o telefone para chamar o chaveiro que, por sinal, não distava mais do que cinco ou seis quarteirões dali, nem tão pouco o fato de, em algumas dessas ocasiões, o celular dele tocar em seus bolsos.
- Nem sei por que vim te amolar, não me lembrei de estar com o telefone no bolso. – dizia, atrapalhado e com um sorriso amarelo no rosto.
Eu me controlava para não rir da cara que ele fazia nessas situações, e amenizava o embaraço dele com alguma observação sem importância.
- Bem, já que temos que esperar pelo chaveiro, por que não damos um pulo no pub da esquina e tomamos uma cerveja? De lá dá para ver quando ele chegar. – acrescentava, com uma cara de menino traquinas.
Eu não me aborrecia com aquelas visitas constantes. Sentia até um certo alívio quando ele aparecia todo desolado e, depois de alguns instantes, estava me contando histórias de sua terra natal no norte da Escócia, as Highlands, me fazendo rir de seu jeito performático de narrar as coisas.
Baigh é a personificação típica do Escocês, alto, corpulento, parrudo até, um cabelo castanho claro um pouco ondulado, uma barba hirsuta que, se ele a deixasse crescer, se parecia com um daqueles celtas valentões exibidos nos filmes. Aos poucos fui gostando da companhia dele, mais ou menos na mesma proporção em que ele adorava os meus jantares. Ficávamos horas conversando, depois do jantar, na acanhada sala do meu apartamento, em companhia de um vinho que ele sempre trazia debaixo do braço. Ele me divertia.
Num final de tarde de um outono chuvoso, encontrei-o sentado no chão junto à minha porta, quando voltei do trabalho. Dessa vez, o sumiço das chaves parecia ser mais verdadeiro do que das outras vezes, e com elas também foi a sua carteira, o celular e as chaves do carro. Haviam-no assaltado alguns quarteirões da firma onde trabalhava, após deixar o trabalho e comprar duas garrafas de vinho num supermercado no meio do caminho. Depois de avisar a polícia, ele veio caminhando sob a garoa densa, que caía desde a manhã, para aplacar a raiva que estava sentindo.
- Você está encharcado! Vai acabar pegando uma pneumonia! – exclamei, colocando-o para dentro. – Tire essas roupas e vá tomar um banho quente, vou ver se arranjo alguma coisa para você vestir. – emendei, apontando a direção do banheiro.
- Você tem uma toalha de banho aí? – berrou, de dentro do box.
- Tem algumas toalhas nesse armário que está ao alcance das suas mãos. – respondi, não conseguindo atinar com o fato dele não as encontrar, uma vez que o armário não tinha portas na parte superior, onde estavam as toalhas.
- Não estou encontrando nenhuma! – afirmou, com tanta convicção que me fez sair do meu quarto, onde estava colocando uma roupa mais confortável, e ir até lá checar.
- Você é mesmo um desastre para encontrar as coisas. Além de chaves, agora não consegue nem encontrar as ... – as palavras desapareceram da minha boca no instante em que entrei no banheiro. A água escorria da ducha, mas, ele ainda estava fora do box, nu e olhando para as toalhas.
- São essas aqui? – havia um sorriso malicioso e libidinoso em sua expressão. Devia estar se regozijando por eu ter caído na armadilha.
- Claro que são essas aí! – exclamei, tentando fazer cara de zangado. Mas, sem conseguir desviar o olhar do cacetão que pendia entre as coxas peludas dele. Ele riu quando percebeu que me deixou encabulado.
- Você bem que podia esfregar as minhas costas! Sente como estou tenso. Uma massagenzinha ia cair bem. – provocou, lançando um olhar cheio de cobiça para os meus peitinhos pequenos e rijos. Só então me dei conta de que estava nu da cintura para cima.
- Daqui a pouco você vai ver o que é que vai cair bem. – devolvi, com cara de bravo. – Abusado! – emendei, dando mais uma olhada sorrateira no pinto que ele agora manipulava com uma das mãos. Senti o olhar de orgulho que ele me devolveu por ter ficado impressionado com o tamanho da jeba dele. Ele tomou a ducha assobiando feito um canário no início da primavera. Dei a ele um dos meus conjuntos de moletom, do qual ele vestiu apenas a calça que ficou muito justa.
- Descobri que assaltos e, você com o torso nu são capazes de me deixar faminto. O que temos para o jantar? – disse, aproximando-se de mim pelas costas enquanto eu terminava de fazer umas batatas coradas com molho apimentado e esquentava um resto de assado de cordeiro. – Hummm, o cheiro é delicioso, o da sua pele e da comida. – acrescentou jocoso.
- Você está muito engraçadinho hoje, sabia? – censurei, lisonjeado com o elogio.
Aquele entusiasmo todo dele, os olhares lupinos que ele lançava para os meus peitos, aquele macho enorme, sem camisa, desfilando um tórax robusto e peludo na minha frente e, as três taças de vinho do jantar, aliados à imagem daquela pica solta e cabeçuda a frente do sacão globoso, foram os responsáveis por eu ir parar na cama, nu e cheio de carinho para dar. Eu não imaginava que um dia voltaria a sentir tanto prazer com um macho socando sua rola no meu cuzinho e me molhando com sua gala viril. De repente, todas aquelas recordações que eu tinha do Escobar foram se diluindo como fumaça no ar. O que eu sentia agora era o vigor dos músculos do Baigh, seu cheiro másculo, seu sabor voluptuoso, sua língua se esfregando na minha e, seu cacete alojado nos meus esfíncteres rotos e doloridos. E, uma felicidade enorme e renovada. Ele passou a dormir todas as noites na minha cama, enroscado em mim, me abraçando por trás e aninhando sua rola nas minhas nádegas.
Durante um feriado prolongado, ele me convidou para irmos visitar os pais dele, que ainda moravam na Escócia e tocavam uma destilaria centenária, que estava na família há, pelo menos, quatro gerações. A propriedade ficava nas Southern Uplands, na cidadezinha de Lauder, a sudeste de Edimburgo. Era um pequeno castelo de pedra cinza de quatro andares, com grandes janelas góticas na fachada que ficava no centro de uma área de 350 acres. Dentro da área também ficava a destilaria, um edifício centenário à beira de um riacho caudaloso e com o fundo recheado de pedras. Os pais dele tinham mais ou menos a mesma idade que os meus, talvez um pouco mais velhos, me receberam com a cortesia e alegria dos escoceses. O pai dele fez questão de me mostrar a destilaria onde se produziam alguns uísques encorpados e muito apreciados na Escócia e Inglaterra. Ele se gabava de estar entre os seletos fornecedores do palácio de Buckingham. Enquanto conhecia a propriedade percorrendo cada recanto, não conseguia associar a simplicidade e o jeito descolado do Baigh, com tanta tradição e luxo.
- Está gostando? Meu pai deve ter enchido seus ouvidos com a história da família, não é? – disse ele, quando ficamos a sós numa das saletas do castelo, após o jantar.
- Por que você não me disse que era rico e tinha um castelo? – perguntei, ainda perplexo com aquele jeito despojado dele.
- Isso faz alguma diferença para você? Está procurando um marido rico? – perguntou, zombando de mim.
- Deixa de ser tonto! Claro que não. Eu apenas não consigo te juntar com toda essa tradição. – sentenciei.
- É que eu tenho essa cara de vira-latas mesmo! – exclamou, se aproximando de mim e me enlaçando pela cintura.
- Não dá mesmo para falar sério com você. – retorqui, retribuindo o beijo que ele acabava de selar nos meus lábios.
Durante aquele beijo, e os que se seguiram àquele, mais libidinosos e carnais, uma fotografia sobre um aparador chamou a minha atenção. Não havia reparado nela durante todo o tempo em que estivemos na saleta. Me desvencilhei dele e caminhei até o aparador, pegando o porta-retrato que a emoldurava nas mãos. Na fotografia, recente, apareciam o pai do Baigh e o Escobar, próximos a um galpão junto ao riacho, por onde eu havia passado com o pai dele naquela manhã. Cada um exibia, sorrindo, uma truta presa ao anzol enquanto o braço do Escobar se apoiava no ombro do pai dele.
- O que significa isso? Você conhece o Escobar? – eu balbuciava as palavras sem entender como o Escobar podia estar numa fotografia dentro daquela casa.
- Ah! Ele é um amigo do meu pai, acho. Ou um dos nossos clientes. Parece que a distribuidora dele vende nossos produtos na América Latina. – o Baigh gaguejava ao escolher as palavras para formalizar uma explicação.
Subitamente, me lembrei de ter visto o nome da destilaria da família do Baigh numa campanha da agência de publicidade em Londres. Eles tinham a conta da destilaria. Aos poucos uma cortina parecia estar sendo descerrada à minha frente. Meu pai me passando os contatos de uma renomada agência em Londres, vindos de um amigo. A facilidade com que consegui que eles me chamassem. Aquela inesperada aparição do Escobar na minha despedida em Cumbica. A indicação do meu chefe para um apartamento na Old Ford Road. Aquele vizinho trapalhão que foi se infiltrando na minha casa e na minha vida. As peças no tabuleiro de xadrez deixavam o peão se mover sem grandes ameaças, como se ele estivesse ditando o ritmo do jogo. E, esse peão era eu, tendo meu destino manipulado sem me dar conta disso. Então o Escobar havia cumprido sua promessa de contar tudo ao meu pai, intuí. E essa era a forma deles jogarem um balde de água fria na minha paixão juvenil. O Baigh percebeu que naquele silêncio e no meu olhar absorto, eu descobrira tudo.
- Você está bem? – O que aconteceu? – ele ainda gaguejava, inseguro com a minha reação.
- Então é isso! Como pude ser tão ingênuo e imbecil! – exclamei, dando um soco no tampo do aparador.
- Você não é nada disso. Acalme-se. Vem cá, sente-se aqui ao meu lado no sofá. Vamos conversar. – titubeava.
- Conversar sobre o que? Você vai me dar os detalhes de como me fez de palhaço, de como usou sua astúcia para me levar para a cama, me enrabar e me fazer pensar que está interessado em mim? – fiquei com mais raiva ainda por que já estava chorando outra vez, e na frente dele.
- Faz pouco mais de um ano que o Escobar esteve aqui, veio fazer pessoalmente uma encomenda e rever o meu pai. Eu estava em férias do trabalho e também estava por aqui. Certa noite saímos juntos, ele e eu, até um pub na cidade. Enquanto estávamos lá vendo uma banda se apresentar e tomando umas cervejas, entraram duas garotas e um rapaz que chamaram a atenção de quase todos os clientes. Elas e o rapaz eram muito bonitos, provavelmente modelos de uma agência. Elas costumam locar cenários para campanhas publicitárias entre as belas colinas e prados desta região. Pois bem, quando esse pessoal entrou no pub, o Escobar comentou comigo que eu deveria me oferecer para pagar uma bebida para uma daquelas garotas e, com sorte, eu até conseguiria leva-la para a cama. Rimos da situação e percebemos que o grupo olhava interessadamente para a nossa mesa. Eu disse, brincando, que, provavelmente, nós dois não iríamos para cama sozinhos naquela noite. Quando o Escobar disse que só precisávamos dar um jeito no rapaz, eu afirmei, todo sério, que ele podia fazer parte do pacote, uma vez que além de bonito, ele tinha uma bunda arrebitada e gostosa. Ao que ele, sem se mostrar surpreso, acrescentou que tinha aprendido a gostar de uma bundinha como aquela e, até se viciado numa parecida. Depois de rirmos muito com o rumo que nossa conversa havia tomado depois da chegava daqueles três, ele me falou de você. Contou o que havia acontecido, e que se sentia um canalha traindo um grande amigo ao comer o filho virgem dele, e encher um coração jovem de esperanças, para uma paixão que não podia ter futuro. Eu confesso que fiquei intrigado com a história, e tive uma vontade enorme de te conhecer. Alguns dias depois, ele teve a ideia de conversar com o meu pai e surgiu a agência que faz as nossas campanhas publicitárias. Daí eu disse que sempre apareciam uns apartamentos para alugar no meu prédio e que eu podia te distrair em Londres, fazendo você esquecer aquela aventura da casa de praia. – ele falava pausadamente, sem dar maior ênfase a esse ou aquele tópico. Enquanto eu me sentia uma marionete sendo manipulada por todos.
- Acho que vou explodir de tanta raiva. – sentenciei. – Mas, tenho mais raiva de mim mesmo, por ser tão burro e não enxergar o óbvio. – emendei, me levantando para sair dali.
- Aonde você vai? Não é legal você se isolar nesse momento. Fique aqui comigo, ou vamos até o quarto, lá a gente conversa melhor. – disse ele.
- Eu preciso sair daqui. Estou me sentindo sufocado. Vou até um hotel na cidade e amanhã volto para Londres. – as lágrimas secaram e minha voz saiu firme e decidida.
- É quase madrugada, não diga bobagens. Você precisa se acalmar e vai ver que tudo não passou de uma maneira carinhosa que o Escobar e seus pais tiveram de te poupar do sofrimento. – tentou me aconselhar.
- Me poupar do sofrimento! Como você acha que eu estou me sentindo agora? Enganado por todos aqueles que eu julgava ter algum sentimento por mim. – desabafei.
- Eu gosto muito de você. Não me vejo mais sem você. – murmurou, procurando me abraçar.
- Não precisa fingir mais. Eu já entendi qual é o seu papel nessa história. Seu desempenho foi tão convincente que, eu caí feito um patinho. Parabéns! Vou pedir aos outros que te recompensem pela brilhante atuação. – proferi, sem emoção.
- Está certo. No começo era só para levantar o seu moral e te dar uma força para você se entrosar com sua nova vida. Mas, acontece que eu me apaixonei por você. E, agora, o jogo acabou, o que eu sinto por você é verdadeiro e eu quero continuar a receber o seu amor e o seu carinho. Os outros já não importam mais. – confessou.
- Eu sou um idiota mesmo. Assim que vejo um macho todo dengoso, com cara de pidão, vou logo entregando meu afeto, distribuindo carícias, arrebitando minha bundinha, aninhando-o no meu cuzinho, e me derretendo de amores. Não é a toa que depois preciso recolher os cacos para tentar seguir a vida em frente.
- É justamente isso que faz com que a gente se apaixone por você. Esse seu jeitinho meigo e desprotegido, que deixa a gente fervendo de tesão e querendo te pegar no colo para que nada de ruim te aconteça. – ele parecia aflito com a minha apatia.
- Bela maneira de cuidar de alguém. Arrasando os sentimentos da gente. Dispenso esse tipo de cuidado. – retruquei confuso.
- Você está sob o impacto dessa descoberta. Não é hora de tomar nenhuma decisão precipitada. Dê um tempo a si mesmo para refletir, e você verá que ninguém quis te prejudicar. Muito menos eu, que me apaixonei por você. Não é possível que você não consiga enxergar isso. Não se consegue fingir um sentimento tão verdadeiro como o que eu sinto por você. – ponderava, procurando minha compreensão.
- Não sei mais o que pensar. É tudo tão engendrado que chego a me assustar com tamanha ardileza. – concluí decepcionado. Começava a amanhecer, uma neblina baixa restringia a visão dos prados que se estendiam ao longe sob as janelas.
- Me leve até Edimburgo, por favor. Volto esta manhã mesmo para Londres. Preciso ficar sozinho. – minha decisão soou como uma despedida.
- Não faça isso comigo, conosco! Fique aqui conforme havíamos planejado, prometo que não toco mais no assunto e te deixo pensar. Mas, não vá embora assim, zangado comigo. – ele segurava minhas mãos entre as dele, angustiado com o rompimento.
O avião da Ryanair levantou voo as oito e dez e, depois de uma escala em Dublin, pousou no aeroporto de Gatwick pouco depois do meio dia e meia. Não consegui me despedir do Baigh. Ele quis me abraçar e, numa última tentativa desesperada, me fazer desistir. Mas, eu passei pelos procedimentos do check-in mecanicamente, e não me virei para dizer ‘adeus’ quando entrei no corredor de embarque. Sentia que não teria forças para mais uma despedida, para mais uma desilusão.
Passaram-se três semanas, eu voltei a minha rotina. Já não me sentia tão animado com a agência, cheguei mesmo a pensar para sair. No entanto, não podia conviver com a ideia de destruir meu futuro profissional, tal como estava acontecendo com o pessoal e amoroso. Eu percebia que o Baigh estava em casa, fosse pela claridade debaixo da porta, pela música que tocava no interior do apartamento dele, ou pelo tilintar das chaves quando ele voltava de alguma balada tarde da noite ou cedo de madrugada. Ele seguia à risca meu pedido para que não me procurasse. Eu sabia que tinha feito esse pedido num momento de exaltação e, a princípio, queria mesmo ficar sozinho comigo mesmo, mas, ele precisava ser tão fiel às suas convicções? No final de um domingo e do fim de semana monótono e chuvoso, onde praticamente não saí de casa, exceto para fazer umas compras no supermercado, voltei a ter uma crise de choro, vendo os pingos de chuva escorrer pelas vidraças embaçadas. Era duro de admitir, mas, eu estava sentindo falta daquele Baigh trapalhão e divertido, sensual e tarado, doce e amoroso, fosse ele um cafajeste ou não, como ele quis me fazer crer.
Eu estava tão absorto na minha dor que demorei a ouvir as batidas na porta, foi somente quando elas se tornaram mais insistentes, que me levantei para abri-la. Os olhos ainda estavam inchados quando procurei secá-los com as costas das mãos. Era o Baigh, sem camisa, com uma garrafa de vinho nas mãos e seu sorriso de cachorro carente.
- Ai, ai, ai! Por que está chorando? – indagou, segurando meu queixo com a mão livre.
- Não estou chorando. – retruquei, pouco convincente.
- Então por que esses lindos olhos verdes estão inchados e úmidos? – disse, deslizando o polegar pelos cantos dos meus olhos. – Sei que estava morrendo de saudades de mim. Era só atravessar o corredor e se atirar nos meus braços. – disse sorrindo provocativo e, tirando uma com a minha cara.
- Cafajeste convencido! – tive vontade de rir da cara de pau com que me encarava.
- Isso! Viu como é fácil te convencer de que tenho razão. Em, deixe-me ver, cinco segundos, consegui colocar um sorriso nesses lábios. Mirradinho é verdade, mas, pelo menos é um sorriso. – o tom jocoso de sua voz ao olhar para o relógio em seu pulso começava a desanuviar minha introspecção. – Aposto que depois de duas taças desse vinho você já vai me pedir em casamento! – acrescentou rindo, enquanto procurava o saca-rolhas na gaveta da cozinha.
- Preciso reconhecer, você é pior do que eu imaginava. – sentenciei, percebendo que gostava dele mais do que gostaria de admitir.
- Então vou fazer valer a minha fama. Depois de te embebedar, vou te levar para aquele saudoso quarto, arrancar a suas roupas e me esbaldar com o seu corpinho sarado. E, quando você cair na real, já vai estar apaixonado por um cafajeste. – zombou, mangando de mim.
- Pulha! Pervertido e obsceno. – retorqui, pegando o vinho que ele me estendia.
- Hummmm. Quantos predicados! – vou ficar convencido.
Examinando-o sentado ali diante de mim, eu tinha vontade de socar a cara dele e, ao mesmo tempo, sentia um carinho imenso que me instigava a beijar aquela boca sempre tão afiada e segura de si. Ele deve ter captado meus pensamentos, pois se levantou e veio sentar ao meu lado no sofá. Tirou a taça de vinho das minhas mãos e colou seus lábios nos meus. Assim que percebeu minha rendição, deixando que sua língua me invadisse, enfiou a mão dentro da minha calça e apertou minha bunda.
- Não aguento mais ficar longe de você. – sussurrou, mordiscando minha orelha.
Quando eu quis afastá-lo, ele usou sua força para me impedir de escapar dele. Lançou-se sobre e mim e apertou meus braços contra o sofá, me rendendo às suas intenções. Colou sua boca na minha com ímpeto, sofreguidão e, ao mesmo tempo, com aquele carinho bruto que era sua marca registrada. Por uns instantes, ainda tentei me safar. No entanto, fui traído pelo clamor do meu corpo que ansiava pelo dele. Rendi-me à sua truculência impudica e libertina. Ele começou a me despir, arregalando aquele olhar de cobiça sobre cada parte do meu corpo que ia expondo e, da qual se apoderava sem reservas. Minutos depois ele roçava o polegar depravado no meu cuzinho, me fazendo gemer. Aqueles grunhidinhos queixosos, sensualmente lamuriosos, fomentavam seu tesão, ateavam as chamas da sua concupiscência, tornando sua pegada mais abrutalhada. Eu me deleitava com aquelas mãos percorrendo minha pele, fazendo-a arder de desejo, querendo o cheiro e o calor daquele corpão impregnado nela. Eu me movia languida e sensualmente debaixo dele, sentindo a ereção dele debaixo da calça de moletom.
- Se eu não enfiar esse cacete logo nas tuas preguinhas vou enlouquecer! – balbuciou, me puxando em direção ao quarto.
Abraçado a mim, ele nos atirou sobre a cama. Me deitou de bruços e mordiscou minhas nádegas, deixando a impressão de seus dentes marcada em vermelho na pele branca e sedosa. Enfiou o polegar no meu cu, fazendo-o circundar o rijo e diminuto anel de músculos anais, até ouvir meu ganido de dor. Enquanto, manipulava soberanamente a minha intimidade, me encarava com mando e soberba, para que eu me cientificasse de sua masculinidade dominante. Revidei sua investida com dengos e chamegos, submetendo-me aos seus instintos, e pegando sua jeba na mão para punhetá-la. Ele se deliciava com a suavidade dos meus dedos manipulando sua pica, gostava de observar como eu cofiava seus pentelhos e adulava seus culhões ingurgitados. Quando o pauzão começou a babar eu toquei a ponta da minha língua na glande dele. Aticei-o demorada e torturantemente. O caralho ficou tão duro que eu mal conseguia movê-lo e, então, enfiei-o na boca e comecei a chupar. Sugava como um bezerrinho chuchando as tetas da mãe, ele se contorcia e gemia extasiado. Quando notava que ele estava prestes a gozar, tirava a pica da boca e abocanhava um dos bagos. Os pentelhos faziam cócegas na minha língua enquanto eu o chupava, consistente e estufado, abarrotado de porra. Para chancelar seu domínio sobre mim, ele meteu a vara na minha goela e segurou minha cabeça diante de sua virilha com as duas mãos, fodeu minha boca fazendo a cabeçorra chegar até a garganta e, despejou sua gala quente e perfumada na minha boca. Com os olhos úmidos pelos engulhos que precisei controlar e pelo sufoco que a pica entalada na goela produziu, eu degluti aquele esperma consistente e saboroso.
- Ficou claro quem é seu macho agora? – perguntou, com um sorriso de satisfação no rosto iluminado.
- Ainda não estou convencido disso. – zombei.
- Ah! Você vai se arrepender de ter dito isso. Vou dirimir todas as suas dúvidas te fazendo chorar na minha pica, seu tesudo! – grunhiu num ranger de dentes.
- Só vou acreditar vendo. – gemi, seduzindo-o e, me regozijando com sua voracidade.
- Nunca mais duvide do meu amor! – rosnou baixinho, quando terminava de gozar no meu cuzinho arregaçado, e passeava seus dedos pelo meu rosto.
- Tive receio de me desiludir novamente. – murmurei, exaurido e feliz.
Eu não sei qual será o nosso futuro. No momento, sei que ele me completa e me faz feliz. E, pelo que percebo, ele também se sente assim em relação a mim. O meu contrato na agência tem uma data final, até lá quero viver cada momento dessa paixão. No íntimo, torço para que o destino nos mantenha assim, unidos. Como, eu ainda não sei. Mas, não vou deixar que isso atrapalhe o que sentimos um pelo outro.
Foto 1 do Conto erotico: Enrabado pelo amigão do meu pai

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Comentários


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kzdopass48es Comentou em 28/10/2016

Adorável amigo inesquecível de seu pai....esse bumbum de bruços, carnudo e branquinho, delicioso tb! Betto

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lordricharlen Comentou em 14/03/2016

Queria saber quando vai ter continuação dor é solidão

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iuri Comentou em 13/03/2016

Percebo que um conto é bom, nem tanto pelo enredo em sí, mas quando ele é bem escrito. Congratulações poeta! Votado com gosto.




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Ficha do conto

Foto Perfil kherr
kherr

Nome do conto:
Enrabado pelo amigão do meu pai

Codigo do conto:
80292

Categoria:
Gays

Data da Publicação:
12/03/2016

Quant.de Votos:
11

Quant.de Fotos:
3


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