A Minha Amiga Sandra


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Era uma sexta-feira e eu ainda não sabia o que iria fazer. E, como geralmente acontece nestes casos, resolvi ir até o shopping, dar uma olhada na s lojas e comprar uma roupinha nova, para ficar bem bonitinha no final de semana.

Como era fim de tarde eu não fui vestida, porque apesar de já estar no décimo sétimo mês do meu tratamento hormonal ainda não tinha coragem de assumir para todos a minha identidade de Tanya.

E ia eu tranquilinha, admirando as vitrinas quando escuto:

- Oi Beto, há quanto tempo!

Virei-me e dei de cara com a Sandrinha, uma antiga colega de colégio e a quem não via há uns 8 anos. Ela sempre fora a mais bonita da classe e o desejo de todos os rapazes, eu inclusive, já que naquele tempo ainda não havia me encontrado. Ela continuava linda e estava ao lado de um homem um pouco mais velho (nós temos a mesma idade, 26 anos, naquela época) que ela me apresentou como sendo o seu marido, o Toninho que, cá entre nós, não era de se jogar fora.

Confesso que tive de me controlar um pouco para não dar na pinta já que vinha aperfeiçoando meus modos femininos e conversamos algum tempo, trocando telefones de casa e do trabalho e cada uma foi para seu lado. Eu então continuei com minhas compras, me esquecendo completamente da Sandrinha.

Mais ou menos uns 15 dias depois, eu estava no escritório (era uma quinta-feira, lembro-me bem) quando toca o telefone. Era a Sandra, me convidando para sairmos, os dois sozinhos.

Eu estranhei um pouco quando ela frisou que estaria sozinha porque ela estava casada mas disse que tudo bem. Foi até difícil encontrar uma roupa boa para sair. À noite, ao contrário do dia e do trabalho, já há algum tempo saia de menininha e arranjar uma camisa largona (para meus seios não ficarem evidentes) e bonita foi complicado. Mas para não alongar muito, consegui me virar e às 9 horas em ponto estava no restaurante que a Sandrinha havia escolhido. Cheguei antes e fui para o bar, onde pedi um copo de vinho branco e sentei-me para esperá-la.

Era um local mais ou menos isolado e muito romântico. Isto não vai acabar bem, pensei comigo mesma, mas havia prometido ir e não tinha como fugir. Uns 15 minutos depois chegou a Sandrinha. Estava arrasadora, num vestidinho preto curtinho que me deixou morta de inveja. Eu elogiei-a e ela, entendendo a coisa pelo lado errado, disse-me que precisava conversar muito comigo, já que sempre confiara em mim e estava precisando de um amigo.

Sentamo-nos e ela explicou que estava casada há dois anos mas que de uns tempos para cá seu marido, que ela ainda amava muito, estava distante, estranho e frio e ela achava que ele estava tendo um caso com sua secretária. E isso não poderia suportar.

Eu fiquei meia sem jeito mas disfarcei o mais que pude até que ela começou a chorar, dizendo que não entendia essas coisas. Ela o amava muito e sabia que ele também a amava. Mas que não conseguia revelar suas desconfianças. O que fazer?

Realmente fiquei sem jeito e principalmente sem saber o que falar. Além disso não entendia porque a Sandra estava se abrindo tão rapidamente comigo, já que não nos víamos há tantos anos. Nos dez minutos seguintes falei muito sem dizer nada até que a Sandrinha me interrompeu e perguntou:

- Você acredita que se pode amar duas pessoas ao mesmo tempo?

- Não sei, respondi, porque, perguntei inocentemente.

Aí a Sandra pegou minha mão (ainda bem que não examinou bem, porque minhas unhas estavam feitas, sem cutícula e razoavelmente grandes) olhou em meus olhos e disse-me desafiadoramente:

- É que eu sempre tive o maior tesão por você. E com tudo isto que está acontecendo comigo quero sair com você para ver se realmente amo meu marido. E eu me lembro que você sempre me olhava, me olhava e não tinha coragem de chegar perto. Agora então eu resolvi tomar a iniciativa.

Se eu já estava um tanto ou quanto sem jeito, com aquela revelação fiquei realmente trêmula. E enquanto tomava uma gole de vinho pensava no que fazer. E decidi-me pela verdade:

- Sandrinha querida. O que você está dizendo deveria deixar qualquer um louco. Mas sei que você está fazendo isto por causa de seus problemas. E além do mais, tem uma coisa que tenho de confessar. Eu já te desejei muito. Mas atualmente só me veja como um amigo. Aliás, como amiga. Eu tenho que lhe dizer que sou gay. Na cama só tenho prazer com homens. Estou fazendo tratamento hormonal, me depilo toda e meus amigos e amigas atuais me chamam de Tanya. Ainda ando vestido de homem durante o dia por motivos profissionais. Desculpe a franqueza mas na cama nós duas queremos a mesma coisa. Um homem de verdade.

Se de repente o George Bush aparecesse de braços dados com o Fidel Castro na mesa ao lado não teria causado tanta surpresa para a Sandrinha. Ela abriu a boca e por uns 40 segundos tentou falar alguma coisa mas não saiu nada. De repente ficou vermelha e, falando baixinho mas indignada, se abriu:

- Seu safado. Então você é desses também não é? Como é que eu fui me enganar desta forma! O mundo é mesmo um nojo. Eu só não te dou um tapa na cara porque não quero me meter com uma bicha safada. Até logo!

Ato contínuo levantou-se, pegou sua bolsa e sem dizer mais nada foi embora, deixando-me sozinha(o) no meio do restaurante. Fiquei envergonhadíssima mas continuei na minha. Acabei de jantar, paguei a conta, peguei meu carro e fui embora. Queria esquecer aquela noite e fui dormir.

Nos dias seguintes ainda fiquei um pouco aborrecida com a Sandrinha mas no fundo até que entendi sua atitude, pela surpresa e por causa de seus problemas pessoais com o marido.

Com o passar do tempo esqueci-me do incidente principalmente pelas grandes mudanças pelas quais passei nos meses seguintes e que praticamente mudaram minha vida. Primeiro fiz um regime forte. Tenho 1m70cm e pesava 68 quilos. Com muito esforço, dieta e ginástica baixei para 56 quilos.

Ao mesmo tempo consegui me firmar profissionalmente como tradutora. Já podia trabalhar em casa e, assim, viver 24 horas como mulher sem satisfações para ninguém. Para complementar, um grande passo. Fiz um implante nos seios para que ficassem maiores, não enormes, mas grandes o suficiente para me sentir orgulhosa de mim mesma. Eles ficaram lindos de morrer! E minhas medidas, com 1m70, 56 quilos, 94 de busto, 64 de cintura e 92 de quadris me deixaram muito satisfeita.

E também mudei-me de apartamento porque não aguentava mais os olhares das pessoas que me conheciam como Beto. Fui para um menor, mas muito confortável, num edifício pequeno, de três andares, tranquilo e sossegado.

Depois da operação também mudei um pouco o meu ritmo de vida. Não abandonei meus amigos e amigas mas decidi dar uma parada. Tinha de repensar minha vida sentimental com calma. E estava tranquila, mas triste, sem nenhum namorado, numa vida bem caseira. Não queria sair com nenhum homem que me conhecesse como Beto, pelo menos um homem com quem tivesse algum relacionamento mais profundo.

Mais dois meses e minha vida estava se estabilizando. Me mudara e passara a ser apenas a Tanya para todos meus vizinhos, uma mulher bonita e responsável. A transformação completa ainda ficaria para mais tarde. Na verdade não sei se teria coragem para tanto, embora o desejo de eliminar por completo qualquer vestígio de masculinidade fosse grande. Mas já me sentia quase mulher, ainda mais que meu cabelo crescera, estava com as unhas grandes e bem cuidadas, as sobrancelhas feitas e jogara fora todas minhas roupas masculinas. Nunca tivera muita barba e a depilação à laser que fizera funcionara muito bem. No resto do corpo quase não tinha pelos mesmo, apenas o comum em quase todas as mulheres e uma cerinha resolvia (apesar da dor). Minha voz também melhorara bastante – nunca fora muito grossa mesmo - e na rua não sentia quase nenhum olhar estranho, apenas as costumeiras olhadas de desejo dos homens.

Na época da operação eu pensei em também mexer nos quadris mas resolvi não fazê-lo porque tenho as cadeiras largas, não tão largas como as de uma mulher, mas bastante passáveis. E é claro que continuava com o tratamento hormonal, para ficar cada vez mais feminina.

Um fim de tarde havia chegado do cabeleireiro – havia decidido ficar loura, com reflexos e estava admirando minha nova cor de cabelos no espelho - quando toca o telefone celular. Atendi e do outro lado ouvi a Sandra:

- Alô, atendi.

- Beto? Quem está falando?

- É a Tanya, respondi, não reconhecendo a voz da Sandra.

- Tanya, sou eu a Sandra. Eu queria desculpar-me. Não tinha o direito de fazer o que eu fiz com você.

Respirei profundamente e disse que entendia caprichando na minha voz mais feminina possível.

- Não precisa se preocupar, respondi.

- Não, de verdade, eu agi muito mal e preciso me desculpar. Posso ir até sua casa? Eu gostaria de conhecer a Tanya pessoalmente. Há algum tempo que estava tentando falar com você mas custei a me lembrar do celular, já que no antigo número não sabem para onde você se mudou.

- É, foi de propósito, queria me afastar um pouco. Mas tudo bem, respondi. O Beto já não existe mais. Pode vir que estou te esperando e dei meu endereço.

Eu estava com um shortinho curto, como sempre fico em casa e uma blusinha também curta, de alça, sem soutien, bem confortável. Como queria estar bonita somente dei uma retocada na maquiagem, botei um chinelo (sempre ando de salto alto) mais ajeitado, arrumei o cabelo e sentei-me para esperar a Sandra. Meia hora depois ela chegou e ao abrir a porta até se confundiu:

- Eu queria falar com..... Tanya! . Desculpe. Meu Deus! Tanya. Não deveria ter agido daquela forma. É que foi um choque para mim. Mas você está linda. Gatíssima! E loura!

- Sandrinha, entre e fique a vontade. Tá tudo bem.

- Como você mudou! E, entre risos, e apontando para meu busto disse e como está peituda!. Teus seios parecem lindos, deixe-me vê-los!

Eu tirei a blusa não só porque ela pedira mas porque estava muito orgulhosa de meus peitos, com uma auréola bem grande e rosada. Ela quis logo saber qual era o meu médico porque ela pensava em fazer o mesmo e tirou sua blusa para mostrar-me seus seios, que eram muito bonitos mas um pouco menores que os meus.

- Eu sempre quis tê-los assim, durinhos e grandes como os seus, disse. Eu vou falar com o Toninho. Também quero me turbinar.

- E é ele quem vai se aproveitar, disse-lhe sorrindo.

Interessante é que quando ela examinou meus seios e depois mostrou os seus não houve nada de sexual entre nós, éramos apenas duas amigas trocando confidências.

Depois nos sentamos, tomamos uma Coca-Cola (Diet é claro!), comemos uns bolinhos e conversamos como duas amigas. Trocando segredos. E ela queria saber como os homens agiam comigo. Se era verdade que sempre acabávamos sendo ativas. Como era a minha vida:

- Você nunca se arrependeu Tanya? Nunca fica insegura?

- Ah Sandrinha, às vezes eu me sentia muito insegura, mas depois que resolvi assumir e viver 24 horas por dia mulher melhorei muito de cabeça, principalmente porque me abri para minha família.

- Você contou para seus pais? Como foi a reação deles? Eu me lembro que vocês se mudaram para o interior um pouco antes de entrarmos para a Faculdade e foi aí que perdemos o contacto!

- Bem, quando fomos para o interior eu tinha de 15 para 16 anos e era um rapaz normal. Mas logo depois tive uma experiência com um colega bem mais velho, nada que eu não quisesse é claro, mas um mundo novo abriu-se e não teve mais volta. Aliás saí de casa quando completei 18 anos porque não agüentava mais a atitude de minha família. Era evidente que eu não queria nada com garotas, que era homossexual e então era recriminação de todo lado. Mas, você sabe, depois fizemos as pazes porque mãe é mãe e família é família. Hoje em dia eles sabem que eu sou a Tanya mas nunca me viram assim porque até há seis meses atrás eu disfarçava e quando ia em casa ia como Beto nunca ficava sem roupa na frente de ninguém para não dar bandeira, com os peitinhos já crescendo.

- E como você se virou por aqui, sozinho ou, desculpe-me, sozinha. Deve ter sido muito difícil não?

- Eu nunca me prostituí, respondi. Não que ache isso errado, eu vendo e dou o que é meu e pronto. Agora eu dei sorte porque recebi uma herançazinha de minha avó e pude comprar um apartamentinho e sobraram uns caraminguás para eu me manter enquanto conseguia um emprego de tradutora o que eu fiz logo e não parei mais de trabalhar. Eu sou muito boa de língua disse enquanto dava uma gargalhada. Com trocadilho! E ríamos as duas, felizes. Mas a Sandrinha estava curiosa.

- Por falar em língua, me diga se é verdade que os homens que saem com travestís gostam é de ser passivos?

- Bem, é o que algumas amigas que tenho e que estão na noite me dizem. Mas eu só gosto de homens ativos. Eu sou passiva, gosto de ser dominada e de ser penetrada. Um 69zinho também é muito gostoso, principalmente quando o cara é bom de lingua e enfia ela com força no meu buraquinho. E você, vai dizer que não gosta de um 69 também?

- É claro que gosto. Mas eu sou mulher e nós gostamos de sentir e dar prazer. Você vai ver que quando você estiver amando, dar prazer para o homem às vezes já nos deixa realizadas. Se bem que nada como um orgasmo à dois. E você, como você sente prazer? Você tem de se masturbar ou seu amante te masturba?

- Bem, acontece de todas as formas. Mas eu gosto mesmo é de ser possuída e beijada ao mesmo tempo. E quando a transa é boa, quando eu fico taradinha, gozo sem masturbar. Mas isto é muito raro. Só me aconteceu uma ou duas vezes e eu estava com muito tesão no cara. Sei lá, era a primeira vez com ambos, mas depois não consegui mais, só me masturbando, ou sendo masturbada.

- E dar a bundinha não dói muito? Eu experimentei uma vez com o Toninho e não gostei muito. Doeu demais.

- Bem, em primeiro lugar não tenho outra opção para ser possuída não? Mas quando o homem me deixa com tesão e sabe me tratar na cama não dói não. É uma delícia. Eu me sinto entregue, dominada, uma fêmea à mercê do seu macho. Como você diz que há coisas que somente as mulheres entendem esta é uma coisa que, acho, somente nós homossexuais e passivas, ou melhor, vamos falar mais claro, nós bichinhas sentimos.

- E com mulheres, nada? perguntou-me

- Meu amor. Vocês são lindas, arrasadoras. Mas o que eu gosto mesmo vocês não podem me dar. E nós não conseguimos enganar os homens como vocês. Se eu não ficar excitada meu amante vai saber logo, não é verdade? Felizmente que não tenho muitos problemas em ficar excitada se bem que nos últimos tempos estou um pouco parada.

- Você já se apaixonou por alguém, já encontrou aquele homem que não sai de sua cabeça 24 horas por dia, que te deixa meladinha só de pensar nele?

- Não, ainda não. Já tive aquele tesão, aquela sensação de loucura mas que depois do sexo passou. Eu não sei se algum dia vou me apaixonar. Eu gostaria tanto de ter alguém que me fizesse sentir assim, toda derretida, uma pessoa a quem eu quisesse me entregar por inteiro. Mas não sei se terei esta felicidade.

E ela concordou e até riu. Trocamos de assunto e passamos a falar de algo que gostava muito mas precisava aprender mais, moda e maquiagem, mas volta e meia voltávamos ao nosso tema preferido. Homens. Ela queria saber como fora minha primeira vez, qual o meu tipo preferido, se eu gostava de sexo oral, como meus homens me acariciavam, tudo enfim. Até que eu perguntei:

- Você não veio aqui para tentar me seduzir, não?

- - Bem, eu até que pensei, mas depois que te vi desisti imediatamente. Não, isto é brincadeira. Já resolvi meus problemas com o Toninho e era tudo paranóia minha. E tive uma outra idéia. Você é, posso considerar agora, minha amiga. Você sabe que eu nunca tive muitas amigas mulheres. Mas você é, digamos, diferente não? Na realidade o que eu queria mesmo é desculpar-me e para provar que não há nada por trás disto quero te convidar para passar o fim-de-semana do feriado conosco, em nossa casa nas Montanhas.. O que você acha!

Tentei escapar mas ela não aceitou nenhuma desculpa. Fazia questão que eu fosse e quando tentei dizer que seu marido não ia gostar exclamou:

- Que nada! Você não conhece o Toninho direito. Ele é muito liberal em tudo. E pode ficar tranquila porque como isto envolve uma situação um pouco, digamos, diferente, eu explicarei a situação para ele e tenho certeza que não haverá o menor problema. Se eu gosto de você e a considero minha amiga ele irá agir da mesma forma.

Nas duas semanas seguintes não fiz muita coisa. Trabalhei muito e não saí nenhuma vez. Já estava morrendo de tesão porque desde a operação que não transava. Mas como estava muito ocupada e iria passar quatro dias fora de casa trabalhei muito para aprontar uma encomenda que recebera de última hora.

Era um desses fim-de-semanas compridos, com um feriado na quinta-feira e um dia enforcado na sexta, de modo que na quarta à tarde estava prontinha para viajar. Por incrível que pareça era a primeira vez ia viajar sem levar nenhuma roupa de homem.

Como eu ia no carro só com a Sandrinha a viagem ia ser mais tranqüila e, coloquei uma blusinha rosa clarinho, de viscose, com um decote no busto e de manga curtinha, uma mini saia de babados, do mesmo tecido e cor e sandálias bem altas, também rosa claro.

A Sandrinha chegou na hora (que coisa rara!) e me olhou de cima embaixo:

- Puxa Tanya, você tá querendo provocar hein! Os homens vão ficar loucos quando virem estes teus peitos prá fora e estas pernocas à mostra.

E bem que ela tinha razão. Paramos numa lanchonete no meio do caminho e enquanto comiamos um grupo de rapazes não tirava os olhos de nós. E para provocá-los um pouco mais eu volta e meia como me espreguiçava, levantando os braços vagarosamente e juntando-os sobre a cabeça. Com isso esticava meu corpo e fazia com que meus seios fossem para frente, como se quisessem sair da blusa. A Sandrinha também notou que eles estavam nos olhando e fazia das suas, já que era muito bonita e gostosa. Posso confessar que nos divertimos muito com a provocação.

- Estou vendo que você aprendeu rápido disse a Sandrinha e ria, fazendo carinhas e boquinhas.

Voltamos para o carro e pouco depois estávamos em sua casa. Uma delícia, linda e muito grande, com um jardim maravilhoso e uma piscina muito bonita ao lado de uma churrasqueira e uma sauna semi-profissional. Uma coisa de doido!

Ela me apresentou para as duas empregadas (esta aqui é a Dona Tanya, falou e me deixou flutuando nas nuvens) e foi mostrar-me minha suíte. Como não podia deixar de ser, uma gracinha, todo em tons pastel claro. Coloquei minhas malas no chão e perguntei como deveria vestir-me para jantar quando ela me surpreendeu:

- Coloque alguma coisa simples mas bonita porque vamos jantar fora. O Toninho vai chegar daqui há pouco com seu irmão, sua cunhada e o cunhado e já reservei uma mesa no La Foulée, que tem uma cozinha francesa maravilhosa.

- Mas Sandrinha, você não me disse nada sobre outras pessoas! Pensei que fossemos somente eu, você e seu marido!

- Não se preocupe. O Toninho chamou o irmão e a cunhada, que se chama Valéria e ela disse que o irmão dela teria de vir. Ele é um rapaz de uns 28 ou 30 anos, muito simpático. Você vai ver.

- E, disse, com um sorriso maroto, acho que vai gostar.... E pode ficar tranqüila que todos já sabem quem você é e tirando a Valéria, que é boazinha mas às vezes meio chatinha, você não terá problema com ninguém. Agora vai se aprontar e fique bem bonita para sairmos.

De repente eu fiquei ainda mais nervosa. Não bastava encontrar o Toninho, que conhecera há poucos meses e quando eu ainda era o Beto (argh!) e agora ia ter todo esse pessoal. Mas resolvi seguir o conselho da Sandrinha e me arrumar.

Escolhi uma calça jeans strech, de cintura baixíssima e apertadíssima, que dava até para ver que estava usando uma calcinha bem pequenininha por baixo. Um cinto negro bem largo e uma blusa preta, de renda, semi-transparente, de mangas bem largas. Soutien de seda preto, meia-taça, e calcinha, também de seda, bem pequenininha, também preta.

Havia tomado um banho rápido e prendi os cabelos (como disse recém havia feito reflexo nos meus cabelos, agora louro cinza escuros) num rabo-de-cavalo simples. Coloquei uma maquiagem leve, batom bem vermelho (havia ido ao cabeleireiro pela manhã e fizera aos mãos e os pés), uma sapato preto de salto bem alto, algumas jóias (não tinha muitas), meus brincos pingente bem grandes e logo em seguida ouvi a Sandra me chamando, que os outros haviam chegado.

Respirei fundo e pensei comigo mesma que isto era o que eu havia escolhido para mim e fui para a sala encontrar o pessoal.

Fui andando devagar, sem exagerar no rebolado mas fazendo questão de mostrar minha feminilidade. É claro que o ruído dos meus saltos no piso de pedra normalmente já seria o suficiente para me excitar (estas coisas ainda me surpreendiam). Mas estava nervosa demais para isto.

Quando cheguei na sala a Sandra veio correndo me pegar pelo braço e levou-me para me apresentar a todos. A Valéria me olhou de baixo em cima e cumprimentou-me com um sorriso leve. Seu marido, o irmão do Toninho, o Juca, foi mais amável e me deu dois beijinhos. O irmão da Valeria era realmente um gato. Mais alto do que eu e com um sorriso ma-ra-vi-lho-so. Seu nome era Otávio e disse-me para chamá-lo de Tátá. Mas apesar disso não me pareceu muito simpático.

O Toninho nãp estava na sala e logo chegou, muito amável, dizendo que queria muito me conhecer que a Sandra não parava de falar em mim, etc.. Muito gentil. Ele me ofereceu um drink e como estavam todos bebendo vinho resolvi tomar um pouco também. O papo correu gostoso por uns dez ou quinze minutos quando o Toninho disse que teríamos de ir por causa da reserva.

Fomos em dois carros. Os rapazes no carro do Toninho e nós com a Sandrinha. Quando chegamos e sentamos notei que era um misto de restaurante e boate, com uma pista de dança ao fundo e um conjunto muito bom, tocando todos os tipos de música dançáveis, lentas e rápidas.

Pedimos uns drinks para começar e enquanto esperávamos os dois casais foram dançar. Eu e o Tátá ficamos na mesa, conversando. Um papo um tanto ou quanto sem jeito mas ele logo desculpou-se porque havia visto uns amigos em outra mesa. E deixou-me sozinha, o que para mim estava bem. Em primeiro lugar estava acostumada e sabia que nem todos me encaravam com naturalidade. E o Tátá obviamente estava sem jeito. Além disso eu estava muito confiante em mim mesma. Sabia que estava bonita pelo jeito com que os homens nas outras mesas me olhavam.

Pouco depois a Sandrinha e a Valéria voltaram para a mesa com seus maridos porque os drinks haviam chegado. A Sandrinha nos chamou para ir ao banheiro.

- Ao banheiro feminino é claro, disse-me no ouvido. E disse ao Toninho que íamos retocar a maquiagem.

No caminho ela perguntou a Valéria pelo Tátá, que havia me deixado sozinha, mas eu respondi imediatamente que não havia problema, ele encontrara uns amigos e fizera bem em ir conversar com eles e que não me importava de ficar sozinha.

Neste momento passávamos pelo bar e um sujeito, de uns 38 ou 40 anos, que afastou-se para que pudéssemos seguir em frente, ouviu o que eu dizia e falou:

- Eu não sei de quem você está falando mas eu não ia te deixar sozinha, e riu levemente.

Eu fiquei momentaneamente surpresa mas, já me acostumando a ser a caça e não o caçador, somente olhei-o e virei rapidamente a cabeça, fazendo com que o rabo-de-cavalo roçasse em seu rosto, sem dizer nada e segui em frente, como se ficasse ofendida.

Ao chegarmos no banheiro a Valéria disse que ouviu o que ele havia dito e que ele lhe parecera bem bonito. A Sandrinha, que não escutara a gracinha, mas também o notara (estava percebendo que as mulheres era muito perceptíveis para os homens, o que eu também era) concordou.

- É, eu também achei ele bem interessante.

E imediatamente as duas passaram a me dar conselhos para a melhor forma de conquistá-lo. E, isto, é uma coisa que somente as mulheres sabem. E a opinião foi unânime. Ao passar por ele na volta, não deveria dizer nada, mas dar uma olhadela rápida, de modo a que ele notasse que eu o havia notado. E seguir em frente, se possível com um andar bem sexy e provocante. E assim eu fiz, dando uma ligeira olhadinha para ele enquanto passava. Notei que ele viu meu olhar e imediatamente virei o rosto, seguindo em frente e fazendo questão de rebolar provocadoramente, mas sem exagerar.

De volta à mesa sentei-me e continuei conversando normalmente, mas volta e meia olhava para o bar e podia ver que ele continuava me olhando. A Sandrinha viu que eu estava olhando e como estava de costas para ele e não podia ser vista, murmurou:

- Tanya, não dá mole não e para de ficar olhando o tempo todo para ele. Basta uma olhadinha e quando você estiver a fim um pequeno sorriso assim meio disfarçado. Ela vai vir logo depois.

- Bem é que a fim eu estou. Ele não é gatissimo mas também não é de se jogar fora né?

- Bem, isto é com você. Como eu te disse achei-o bem interessante.

Resolvi seguir seus conselhos, parei de ficar olhando e concentrei-me na comida e no papo. Fiquei só vigiando de canto de olho para ver se ele não saia. Uns dez minutos depois virei o rosto de lado para o bar, enquanto conversava com o pessoal na minha mesa e ao notar que ele continuava me olhando sorri ligeiramente, fiz uma boquinha e retornei à conversa.

Não se passaram nem 30 segundos e vi que ele levantou-se e veio em nossa direção. Ao chegar perto de mesa eu levantei os olhos para ele que chegou-se mais perto e perguntou:

- Oi. Você quer dançar?

- Tudo bem, respondi. Vamos.

Gentil ele ajudou-me a levantar puxando a cadeira e deu-me a mão para irmos até a pista de dança. Eu estava me sentindo muito bem, apesar de um pouco envergonhada, não sei porque.

- Obrigado. Muito prazer. Meu nome é Fernando, disse ele, e o seu?

- Eu sou a Tanya. Ele usava um perfume delicioso, acho que era o Eternity, que eu acho um dos melhores perfumes masculinos.

- Você está muito bonita, disse-me e o perfume é delicioso.

- Obrigada, respondi. É Giorgio. O seu também é muito gostoso.

Como chegamos logo à pista e a música era ligeira, tipo techno, e muito alta, começamos a dançar sem oportunidade para maiores papos. Eu podia ver que a Sandrinha e a Valéria ainda estavam na mesa mas estavam me vigiando. Coloquei o Fernando de costa para elas e imediatamente as duas fizeram discretos sinais de positivo para mim. Eu não sou a melhor dançarina do mundo mas aquela música rápida estava me fazendo muito bem, principalmente porque eu procurava saltar o mais possível, para fazer meus peitos balançarem. E podia notar que o Fernando, mesmo buscando ser discreto, não conseguia tirar os olhos deles.

Logo depois o DJ colocou uma música lenta e, sem perguntar nada o Fernando me puxou para junto dele, passando as duas mãos em volta dos meus quadris. Mesmo com meus saltos ele era um pouco mais alto do que eu, que coloquei minhas mãos atrás de seu pescoço e deixei-me ser conduzida.

A música era deliciosa e, para mim, muito significativa, "The man I love", com a Liza Minelli. Ele era melhor dançarino do que eu, que procurava apenas seguí-lo. Suas mãos estavam firmes nos meus quadris e eu comecei a rebolar um pouquinho, para provocá-lo, o que parece ter surtido efeito porque ele me puxou para mais perto. Resisti e mantive alguma distância entre nós. Tudo muito discreto, como deve ser. Mas eu já estava excitadíssima. Ao final da música perguntou-me se não queria ir sentar com ele. Aceitei e fomos até um canto do bar, onde estava sua mesa.

Antes mesmo de sentarmo-nos numa espécie de sofá comprido, de couro vermelho, que corria ao longo de toda a parede, ele perguntou se eu queria beber alguma coisa.

- O que você está tomando, perguntei?

- Ah, eu estou no whisky. Você quer um também?

- Pode ser, mas com muita água.

Eu sentei-me e ele sentou ao meu lado. Não muito perto mas o suficiente para que eu continuasse sentindo seu perfume. No início a conversa foi um pouco sem graça ("você vem sempre aqui?", "você é bonita demais para eu nunca ter te notado antes") mas pouco a pouco engrenamos e eu soube que ele tinha 42 anos (eu tenho 26), era desquitado, não tinha filhos e trabalhava num banco de investimentos. Pelas roupas e pela conversa era, se não rico, bem de vida.

- Você sabe, o divórcio nunca é legal. Mesmo em meu caso, quando não houve rancor de nenhuma das duas partes, disse-me ele. Mas é sempre uma sensação de falha, de vazio. Mas foi melhor assim e, felizmente que minha ex-mulher já arranjou outro.

A conversa então começou a fluir bem fácil. Os drinks chegaram e começamos a bebericar até que, depois de uns cinco minutos pedi licença para ir até o banheiro:

- Fernando, vou até o banheiro mas antes vou até minha mesa para falar com minhas amigas que devem estar pensando que eu sumi, disse.

Fui até minha mesa e disse à Sandrinha e a Valéria, que conversavam, se não queriam ir até o banheiro. As duas se levantaram mais que depressa e já no caminho começaram o interrogatório:

- E aí, como é que está indo? Ele é amigo da Táta e, segundo me disse, muito bem de vida! Falou a Valéria.

- Não vai ser muito fácil nem muito difícil hein! Olha lá, os homens valorizam as conquistas difíceis, mas não muito difíceis, disse a Sandrinha.

- Podem ficar tranqüilas, disse. Está tudo sobre controle. Ele é muito simpático. Eu só vim dizer que vou ficar sentada com ele e quando vocês forem embora me avisem. Hoje, não importa o que aconteça, vou para casa cedo, e ri.

- Muito bem. Acho que por mais que você esteja com vontade de fazer algo diferente você está certa, disse-me a Sandrinha. Agüenta firme porque depois ele vai comer na tua mão. Ou em qualquer outro lugar e deu uma gargalhada.

- Eu tinha de vir ao banheiro porque vou te confessar que estou toda molhadinha respondi. Mas vamos ver o que acontece finalizei enquanto retocava a maquiagem e soltava os cabelos, deixando-os cair sobre meus ombros. Peguei minha bolsa na mesa e voltei para o Fernando, que ao ver-me levantou-se e sorriu.

- Poxa, já estava pensando que você me abandonara! Mas valeu a pena porque gostei muito dos seus cabelos. Você ficou ainda mais bonita. Não quer dançar mais um pouco?

- Claro, vamos e de mãos dadas voltamos à pista de dança, onde uma música bem balançada animava os casais.

E dançamos umas duas ou três músicas assim. Minha cabeça estava à mil. Eu estava me sentindo super feminina mas começava a me preocupar em como dizer para ele que, na verdade, eu tinha um detalhezinho a mais. E estava com medo da sua reação embora quisesse aproveitar ao máximo aquele momento. Afinal era tudo o que eu sempre quis. Estava bonita, bem vestida, gostosa (impressionante como meus peitos aumentaram minha confiança em mim mesma) e sendo paquerada por um homem que, evidentemente, queria mais do que uma simples dança. E quando a próxima música lenta começou e ele me puxou para junto dele, fui naturalmente, não impedindo que nossos corpos se aproximassem. E encostei minha cabeça em seu ombro enquanto deixava que ele me guiasse pela pista, como um casal apaixonado.

Foram uns cinco minutos assim, sem nem uma palavra, embalados pela música e pelo desejo. Eu podia sentir sua excitação por baixo da calça. O que me deixava cada vez mais louca de tesão porque sabia que aquele homem estava buscando me conquistar porque me queria como mulher, para fazer de mim sua fêmea. Eu estava até trêmula e nem vi que a Sandrinha e a Valéria também estavam dançando, já que estava literalmente sonhando com os olhos semi-cerrados. Mais tarde elas disseram-me que eu parecia estar andando nas nuvens, coisa que realmente estava. E sentia que estava toda molhadinha, com meu pipi bem durinho entre minhas pernas, bem escondido dele.

A música foi ficando cada vez mais lenta e o ambiente mais escuro, quando vi que ele recuara a cabeça. Levantei o rosto para olhá-lo e ele fixou seus olhos nos meus e vagarosamente, enquanto continuávamos a nos movimentar ao som da música romântica, fechou os olhos e chegou seus lábios junto aos meus, beijando-me delicadamente. E, ao notar que eu correspondera e retribuía o beijo, puxou-me ainda mais para junto dele enquanto nossas línguas se encontravam e trocavam carícias.

Repentinamente a música voltou a ficar animada e ele perguntou se não era melhor que fossemos para a mesa. Eu concordei. Quando chegamos ele sentou juntinho a mim, passou o braço esquerdo por cima de meu ombro e, fitando-me de frente falou:

- Tanya, você é linda, e começou a beijar-me com força me puxando com o braço esquerdo para junto dele enquanto a mão direita ia discretamente para cima do meu seio. Eu, que estava com as pernas juntinhas e cada vez mais molhadinha, retribuí. Meu braço direito ficara entre nossos corpos e minha mão foi naturalmente para cima de sua calça. Quando arrastei minhas unhas por sobre sua perna pude sentir o tamanho do seu desejo. De-li-ci-o-so. Depois de uns trinta segundos o empurrei ligeiramente e tirei sua mão de cima do meu peito. Tomara a decisão de contar-lhe a verdade e, enquanto ele se afastava um pouco eu me ajeitei e disse:

- Olha Fernando, você é uma pessoa muito legal. Eu não tenho muito tempo hoje porque tenho de voltar para casa com minhas amigas e vejo que elas já estão se levantando para ir embora.

- Mas eu te levo depois, não se preocupe, vamos ficar mais um pouco. Eu sei que você também está gostando, respondeu.

- Realmente, eu estou adorando. Mas hoje eu vou e...

- E amanhã, você pode sair, perguntou?

- Posso, se você ainda quiser depois do que eu vou te contar, respondi.

- Não entendo, foi a vez dele falar.

- É que eu tenho de te dizer uma coisa que não sei se você vai entender ou gostar. É que eu souum pouco, digamos, diferente das outras meninas que estão por aqui. Eu...

- Não vai me dizer que você é travesti? me interrompeu com um sorriso. Isto não é novidade para mim. O Tátá me disse. Ou você acha que eu fui para o Bar quando vocês foram para o banheiro por acaso?

Minha surpresa foi enorme. "Então o Tátá esta falando de mim para todos?".

- Não é o que você está pensando. Ele sabe que eu tenho atração por travestis. Por isso separei-me de minha mulher. Foi um caso conhecido e nunca escondi isto de meus amigos. Se eles querem ser meus amigos têm de me entender. Não precisa se preocupar.

Confesso que naquele instante fiquei confusa e não sabia mais o que dizer, apenas que uma sensação de alívio muito grande tomou conta de mim e quando ele perguntou se "então posso te ligar para a gente sair amanhã?" eu só fiz que sim com a cabeça e recostei-me no banco para respirar fundo. Estava realmente confusa com toda a situação.

- Eu quero que você saiba que você é a mais bonita daqui e de muitos outros lugares, disse-me quando viu que eu estava confusa. E que eu amanhã eu passo por sua casa às 8 e meia para a gente jantar, dançar e se divertir. Tá bom?

Eu mal balbucie um "tá" quando ele me olhou fundo nos olhos novamente e me veio uma espécie de dor, ou agonia no coração (e também entre as pernas). O beijo apaixonado que trocamos em seguida foi o seguimento absolutamente natural. Não foi violento como o anterior mas muito mais carinhoso e apaixonado. Deixei meu braço sobre suas pernas enquanto sua mão acariciava meus cabelos e de olhos fechados nos beijamos por algum tempo.

- Tanya, eu preciso de você. Não quer ir comigo para minha casa?

- Fernando, hoje não. Estou um pouco confusa e preciso pensar. Vamos sair amanhã, como você falou, respondi.

Na verdade não sabia que sentimento era aquele. Eu achava que realmente estava ficando apaixonada por aquele homem, maduro e gentil. Minhas pernas estavam trêmulas e sentia uma espécie de dor no peito só de pensar em estar na cama com ele, com seu membro duro em minha boca e depois com ele me possuindo devagar e carinhosamente. Eu estava quase gozando só de pensar que iria fazê-lo feliz. Isto já me deixaria realizada. Será que isto era o amor que a Sandrinha falara? Ou apenas paixão momentânea? Bem, paixão era mas acho que era um princípio de amor. Será? Nunca sentira nada disso anteriormente e estava realmente confusa!

Feliz(ou infeliz)mente a Sandrinha veio até a nossa mesa e disse:

- Tanya, já estamos indo! E virando-se para o Fernando:

- Como vai Fernando? Você é amigo do Tátá não. Ele falou-me que na realidade trabalha com você, na sua corretora. Eu lamento mas vim pegar minha amiga. Ela está lá em casa e já estamos indo.

- Eu sei disse o Fernando. Eu pedi a ela que ficasse, que eu a levaria em casa mas ela disse que não podia que tinha de voltar com vocês. Eu não entendo, vocês são muito complicadas. Mas tudo bem, já desisti de entendê-las. Mas combinamos que amanhã eu passo para pegá-la às 8 e meia, certo Tanya? Não se esqueça hein e virando-se para a Sandrinha continuou "cuide direitinho dela porque vejo que ela está um pouco confusa. Linda, mas confusa".

- Ok disse a Sandrinha sorrindo, pode deixar. Ela (eu a-do-ra-va quando me chamavam de ela, embora neste momento estivesse com a cabeça longe dali) vai estar prontinha na hora certa. E uma gata como sempre. Tchau, um beijo.

- Ok Sandrinha, já estou indo, disse-lhe eu. Virei-me para o Fernando, beijei-o na boca e disse baixinho para que somente ele ouvisse "tchau meu amor, te espero amanhã". Ao levantar-me passei minha mão por seu rosto para que ele sentisse minhas unhas arranhando-o levemente, virei-me rapidamente e fui atrás da Sandrinha, rebolando provocadoramente. Quando alcancei-a disse:

- Espero que você esteja certa com esta história de jogo duro. Porque hoje ele estava durinho, deu para sentir. E se ele não aparecer amanhã te mato. Por falar nisso não peguei seu telefone. Espera aí que eu vou lá um segundo e já ia me virando quando ela disse.

- Meu amor, pode ficar tranqüila que ele vai aparecer. O Tátá tem o telefone dele e ele o do Tátá. Então não há porque dar esta bandeira. Você fêz muito bem em agüentar firme. Um dia pelo menos não? e sorriu.

- Menina eu nunca senti nada assim. Fiquei derretida. Mas fiquei mesmo. Umas sensação de afogamento de uma coisa me rasgando aqui no meio do peito. Que coisa! E um tesão que nem te falo. Só de pensar em estar em seus braços com ele dentro de mim quase gozei. Quase gozei sozinha. Você não sabe o que é!

- Pôxa, isto está parecendo amor à primeira vista! Estas foram as mesmas sensações que eu tive quando conheci o Toninho! Estes homens nos deixam loucas não!

- E aí Tanya, como é que foi, disse a Valéria que chegou junto à nós enquanto esperávamos o carro porque os rapazes já haviam saído porque queriam ver um programa qualquer na TV. Um jogo de tênis pelo satélite, acho. Conte-me tudo e não esqueça nada.

Eu contei para elas passo a passo tudo o que havia acontecido. Até que eu pude notar sua excitação enquanto dançávamos e, depois, quando estávamos nos beijando. E toda aquela sensação estranha que eu sentira, a tesão que eu estava sentido por aquele homem e também que ele sabia como eu era.

- Será que estou ficando apaixonada, perguntei? Nunca me senti assim antes. Não consigo tirar ele da cabeça. Já sei que quero dormir para descansar e ficar bem bonita para ele amanhã mas não vou conseguir. Estou excitadíssima! Será que estou apaixonada gente!

As duas concordaram que se não estava, dava toda a impressão.

- Mas isto é ótimo Tanynha, disse a Sandrinha. Para todas nós há uma primeira vez. Este deve ser a sua. E, por experiência própria você vai ver que é a melhor coisa do mundo quando vocês estiverem se amando, um nos braços do outro. E para você ficar bem bonita amanhã de manhã vamos sair logo depois da piscina que eu quero comprar um vestido novo para você e depois te levar no cabeleireiro.

- Boa idéia disse a Valéria. Eu quero ir para ajudar você a escolher este vestido. E se você quiser te empresto uma bolsa do Louis Vuitton que eu trouxe e não vou usar. E também pode pegar algumas jóias emprestadas.

- Pôxa, vocês são muito boas. Eu realmente preciso de alguma ajuda. Meu guarda-roupa não é lá essas coisas, afinal estou começando há pouco não é? Além disso não trouxe as melhores coisas que eu tinha porque não sabia que isto ia acontecer. E eu quero ficar bem bonita para o Fernando amanhã.

- Pode deixar disseram as duas, nós vamos te ajudar.

Chegamos em casa e fui direto tomar um banho. Mas ao me ver no espelho, loura, linda, com aqueles peitos bem grandes (eu ainda não me acostumar de todo) e apaixonada por um homem tão gostoso não consegui me segurar e masturbei-me delicadamente enquanto enfiava um vibrador que eu trouxera no meu cuzinho e pensava em estar sendo possuída pelo Fernando.

Foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Não que aquilo me tirasse o Fernando da cabeça mas, junto com um banho bem morno e demorado, me relaxou o suficiente. Coloquei a camisola que comprara um pouco antes de viajar (curtinha, rosada e bem cheia de rendas e babados) e dormi profundamente. Não me lembro se sonhei mas ao acordar o Fernando ainda estava em minha cabeça.

- É pensei, não estou sonhando. É hoje o meu dia!

Levante-me cedo e quando desci para tomar café já encontrei a Sandrinha dizendo para eu colocar um biquini para irmos um pouco à piscina:

- O sol está ótimo e você vai ficar ainda mais bonita, comentou.

- É, além disso, como estou muito branquinha, vai ficar uma marquinha que os homens normalmente gostam, disse eu e fui correndo colocar meu biquíni novo (o antigo não servia porque o soutien era muito pequeno para meus seios novos e eu ia ficar com vergonha na frente de todos)

Depois de umas duas horas ao sol, conversando com a Sandrinha e a Valéria sobre as minhas expectativas para aquela noite fomos tomar um banho rápido para irmos às compras. Vesti-me rapidamente, prendi o cabelo e coloquei um vestido comprido, bem soltinho, só com um soutien e uma calcinha por baixo e uns tamancos bem altos que eu pegara emprestado com a Sandrinha (ela tinha o pé menor que o meu, 37 contra 38) mas como eram lindos de morrer e combinavam com minha roupa resolvi ir assim mesmo.

Nossa primeira parada foi numa boutique de uma amiga da Sandrinha e ela foi logo dizendo ao chegar:

- Marianinha, esta é a Tanya. Quero que você consiga algo lindo para ela arrasar esta noite. Uma coisa ao mesmo tempo elegante, simples e super-sexy. Fácil não!

- Oi Tanya, disse a Mariana, eu acho que tenho algo bem assim. É um pretinho básico, de seda aveludada, bem cintado e curtinho. Não é muito chamativo porque não é decotado, ele não tem gola mas deixa o pescoço e o início do peito à mostra, bem acima do busto. As mangas são longas e justas, deixa eu te mostrar porque, deixa ver, você é bem alta mas tenho no seu tamanho. Vamos experimentar para ver se precisa dar alguma ajustada.

- Não disse a Sandrinha. Acho melhor aquele conjuntinho ali, e apontou para a vitrine onde uma manequim estava vestida com um conjuntinho de saia justíssima e bem

curtinha, um cinto grosso, todos pretos, uma blusa de seda creme e um bolerozinho, também curtinho preto. Uma graça!

- Pera aí, quanto custa, eu não posso pagar muito, disse.

- Que é isso, disse a Sandrinha, eu faço questão de pagar. Tenho uma conta-corrente com a Marianinha e pode botar nela que eu faço questão de pagar. Afinal, para que é que serve um marido rico? Nem se discute este assunto. Vai experimentar e deixa de ser boba Tanya disse a Sandrinha.

Eiu ainda tentei protestar mas não deu. Experimentei e o vestido ficou ótimo. O conjunto também. A Marianinha deu só uma ajeitadinha no casaquinho, para ficar bem sexy. A saia era bem curtinha e mas fazia o efeito que eu desejava. Estava escondendo pouco e insinuando muito. Era uma roupa simples e sexy. Linda.

Dalí fomos a uma sapataria onde comprei uma sandália de salto bem alto, abertinha com duas faixas cruzando sobre o peito do pé e uma florzinha delicada bordada bem no meio. As meias, também pretas mas bem finas, também eram novas. Daí fomos para o cabeleireiro. A Sandrinha e a Valéria haviam "decidido’ que eu devia mudar meu penteado e pediram para o Jacques (esse era o nome do cabeleireiro) fazer algo bem sexy, deixando meus cabelos meio ondulados e meio alvoroçados, com aquele "look" selvagem. E sugeriram, e eu aceitei, que re-fizesse as unhas dos pés e das mãos, pintando-as à francesa, com base de esmalte incolor e as pontas brancas. Ficou di-vi-no. A-do-rei.

Fomos para casa e quando cheguei, uma surpresa muito agradável e que me deixou emocionada. O Fernando havia enviado um bouquet de rosas (champagne) para mim. Lindas.

-É, ele está mesmo querendo te conquistar, disseram. Você parece estar com sorte porque não se fazem mais homens assim atualmente.

Eu peguei minhas flores e levei-as para o quarto, para ficar olhando e me lembrando do Fernando. Eu estava morrendo de desejo por ele e aquilo me deixara ainda mais ansiosa em agradá-lo, em ficar mais bonita e gostosa para ele. É, eu realmente estava ficando apaixonada e pensei comigo mesma que se naquele momento ele aparecesse na minha frente faria qualquer coisa que ele pedisse. Depois de uma suspirada profunda voltei para a sala. Enquanto tomávamos um café a Sandrinha disse que iria fazer minha maquiagem.

- E olhe que eu sou muito boa nisso, disse, você vai ver.

- Poxa Sandrinha, não precisa se incomodar. Desculpe e não me entenda mal, mas até parece a mãe preparando a filha para sair pela primeira vez, comentei.

- Olha que é quase assim que eu me sinto, afirmou. E fico feliz em ajudá-la. Afinal, você, como menina ainda é novinha e não sabe todos os nossos truques, pelo menos em relação à moda e maquiagem, riu.

As três rimos muito e depois fui tomar um banho, de banheira para não estragar o cabelo. Aproveitei para depilar-me por completo, ficando sem uma penugenzinha sequer. Ao terminar coloquei um soutien de renda preta, bem delicado mas que cobria os seios inteiramente, e uma calcinha também preta, pequenina, as meias pretas finíssimas, enrolei-me numa toalha e chamei-as (a Valéria disse que também ia ajudar) para maquiar-me.

Quando chegaram a Sandra pediu para eu tirar o soutien e mostrar meus peitos para a Val porque ela havia comentado e a Val queria ter uma idéia de como ficaram. Eu fiquei meia sem jeito mas como elas insistiram ("deixa de ser boba, qual o problema" perguntaram) acabei tirando o soutien e mostrei orgulhosamente meus seios, que foram elogiadíssimos e deixaram a Val (que também mostrou os seus, durinhos mas pequeninos) morta de inveja. Curioso é que mais uma vez ficamos todas nuas, comentando sobre os seios e foi algo inteiramente normal, não houve nada de sexual na coisa, eu realmente estava agindo e sentindo o que uma mulher normal sente.

Logo em seguida a Sandra começou a maquiagem, e foi direto nas minhas sobrancelhas, deixando-as bem certinhas e iguais. Depois limpou minha pele com uma loção hidratante e que eliminou a oleosidade excessiva, passou uma base e um blush chegado ao rosado. Em seguida aplicou uma sombra cintilante sobre toda a pálpebra e, apenas na parte de baixo, espalhou uma sombra pink, bem mais escura, só até a parte do côncavo dos olhos. Depois passou delineador preto bem juntinho à linha dos olhos, em cima e embaixo. Nos lábios passou um gloss mais escuro, quase marrom e depois o rímel. Quando olhei no espelho, ao final de quase meia hora de produção, estava linda:

- Ficou ótimo Sandrinha, amei. O que você acha Val?

- Também gostei muito disse.

Daí fui me vestir, complementei com um colar de pérolas emprestado pela Val que combinava com uma pulseira que ela também me emprestara e também de pérolas. Eu havia levado meus brincos de pingente de pérolas, que faziam um conjunto muito bonito. A Sandrinha me emprestou dois anéis bem delicados, de ouro com pedras (rubis) pequeninas e eu também coloquei meu pequeno anel de brilhante, que havia comprado há muito e com muito esforço. Era pequenininho mas uma graça. Coloquei bastante perfume (Lauren), arrumei uns itens de maquiagem na bolsa e ouvi a campainha. O Fernando havia chegado e escutei ele conversando com o Toninho e a Sandrinha na sala.

Dei uma última olhadinha no espelho, ajeitei a saia, peguei minha bolsa, suspirei fundo (estava gostosamente ansiosa) e fui para a sala encontrar o Fernando que, ao me ver chegando, levantou-se, veio até mim, deu-me dois beijinhos bem comportados e falou:

- Bem pessoal, foi um prazer mas temos de ir. E então está confirmado para amanhã, as duas da tarde hein, estou esperando.

E pegando minha mão puxou-me para sairmos, mal dando tempo de despedir-me da Sandrinha (que piscou o olho para mim) e do Toninho.

- Calma Fernando, sorri. Eu já vou. Obrigada pelas flores. São lindas. Eu amei. Mas afinal, o que está marcado para amanhã perguntei?

- É que eu convidei-os para um churrasco lá em casa. Você não se importa, não?

- Ué, claro que não. A casa é sua! Acho ótimo.

- Eu também, quero ficar o tempo todo ao seu lado meu bem, é isso disse com um sorriso que deixou-me derretida e ato contínuo colocou o braço sobre meu ombro enquanto eu abraçava sua cintura. Ao chegarmos no carro ele abriu a porta para eu entrar, cavalheirescamente e ainda pude ver a Sandrinha olhando pela janela. Parecia minha mãe mesmo!

O Fernando disse que íamos voltar ao La Foulée já que era uma cidade pequenina e sem muitos lugares bons e lá poderíamos comer bem, dançar e relaxar.

- Você não se importa de repetirmos não?

- É claro que não. Lá é muito gostoso e para mim está ótimo.

- Você está linda, como sempre. E queimadinha! Ficou muito tempo na piscina?

- Não porque tive de sair para fazer compras e ir ao cabeleireiro. Mas deu para me queimar um pouquinho não?

- É, ficou ótima.

- Você também está muito bem, disse eu ao reparar que estava muito elegante, com um paletó esporte xadrez e uma camisa branca muito fina. E repetira o Eternity.

- E muito cheiroso novamente, disse.

Não saíra de carro com homens muitas vezes, pelo menos não assim, toda arrumada e com alguém que queria ficar comigo. Aliás, desde a operação não saia com ninguém e a situação estava me deixando absolutamente doida. Eu estava atraidíssima pelo Fernando e me sentindo hiper feminina. Sentada no banco do carro coloquei o cinto entre os seios, com cuidado para não amassar o vestido e cheguei meu corpo para a esquerda, mais para perto dele, enquanto juntava as duas pernas e as inclinava os joelhos para a esquerda.Os dois pés também deixei naturalmente juntos, bem inclinados de modo a que o sapato tocasse de lado no chão. Cruzei as mãos sobre minhas pernas para mostrar meus anéis e, como não podia deixar de ser, empinei-me todinha, para realçar os seios.

Não deu para conversar muito porque logo chegamos ao restaurante. O porteiro abriu a porta do craro para mim e falou "Boa noite madame". O Fernando saltou e logo veio para junto de mim, pegou minha mão e levou-me para dentro, onde fomos sentar numa mesa próxima onde estivéramos na noite anterior. Pedimos uns drinques e a conversa fluiu normalmente:

- E aí, o que você fez além de piscina e cabeleireiro?

- Não houve tempo para muita coisa não. Fomos também comprar esta roupa e estes sapatos. Eu não havia trazido nada de muito especial para cá.

- Mas não precisava. Ontem você estava simples e linda. Não que não esteja ótima hoje também, está sensacional. Linda de morrer. Só que não precisava de tanto esforço.

- Obrigada. Mas eu queria mesmo estar bem bonita para você. Achei que você ia gostar.

- Eu já te disse que adorei e beijou-me delicadamente na testa.

- Olhe,está tocando uma música ótima, vamos dançar, continuou já se levantando.

- Vamos sim e levantei-me.

Fomos de mãos dadas para a pista. Eu estava cada vez me sentindo melhor. Sendo paquerada por um homem com H maiúsculo, carinhoso, gentil e que a cada momento me parecia mais atraente. Não era lindinho, como um garoto, mas de traços firmes e quase ásperos, e estava me deixando tonta, apaixonada e com muita tesão. Além do meu pintinho que já estava durinho há muito eu podia sentir os mamilos duros de desejo. E eu tinha certeza de estar provocando as mesmas sensações. O que nos deixava ansiosos mas ao mesmo tempo com vontade de aproveitar todos aqueles momentos mágicos. Era uma cumplicidade óbvia mas excitante.

A "música ótima" era uma seleção do Frank Sinatra, que eu adoro, ainda mais porque permite dançar coladinho. Ao andar para a pista, de mãos dadas, fui rebolando e consciente de que os olhares de vários homens estavam em cima de mim. E isto me fazia sentir cada vez mais feminina, principalmente porque eu via que eles olhavam direto para meus peitos, como se eu estivesse nua. E notei que o Fernando sentiu uma pontinha de ciúme porque apertou forte minha mão e ao chegarmos à pista abraçou-me pela cintura e puxou-me para junto dele.

Não me fiz de rogada, e com o rosto colado ao dele deixei-me levar pela música enquanto passava a mão carinhosamente por seus cabelos e seguia seus passos, de olhos fechados e aproveitando ao máximo aquele momento. Dançamos assim por uns dois minutos, tempo suficiente para eu sentir que o Fernando estava tão excitado como eu, já que podia sentir o seu membro delicioso roçando na minha barriga enquanto ele se movia. Suas mãos acariciavam meus quadris delicadamente e eu aproveitava para balançá-los de um lado para outro, acompanhando o ritmo da música mas mostrando toda minha feminilidade.

Quando começou a música seguinte, também lenta, ele veio com as mãos até meu rosto, levantou-o e beijou-me nos lábios, à princípio delicadamente mas, à medida em que era correspondido e eu aceitava sua língua dentro de minha boca e a chupava e mordia de leve, cada vez com mais força. Até que ele não se conteve e, afastando-se olhou-me dentro dos olhos e disse:

- Tanynha, eu preciso de você. Hoje.

- Eu também preciso de você meu bem, respondi, toda melosa.

- Eu quero te comer. Vou fazer de você a minha mulherzinha esta noite. Você está muito gostosa, um tesão!

- Meu amor, e eu quero dar prá você. Quero ser toda sua.

- Ah que tesão, disse ele. E continuou a me beijar com força enquanto me puxava para junto de si.

Ficamos mais alguns momentos abraçados e depois voltamos para a mesa. Ambos estávamos a fim um do outro e até havíamos esquecido a fome. Eu sentei no sofá e ele sentou-se a meu lado, passando o braço sobre meu ombro e me puxando para junto de si. Sua outra mão foi inicialmente para cima de minhas coxas e depois foi subindo por dentro do meu casaquinho até chegar na blusa. Seus dedos entraram entre os botões e ele começou a buscar meus seios. Quando tocou no mamilo encontrou-o durinho, de paixão.

- Hum, que gostoso. Ela também está excitada. Adoro um peitinho durinho. Vou te chupar muito esta noite, tá bom? E você vai me beijar também?

De tenta tesão e amor eu quase não conseguia falar. Só de ser beijada e acariciada por aquele homem delicioso já estava quase gozando, imagine quando ele me levasse para a cama e eu pudesse sentir aquele pau durinho em minha boca ou em meu rabinho, que estava ansioso para ser penetrado.

- Você vai ver que eu vou te deixar louco de tesão, disse-lhe eu. Vou fazer você gozar várias vezes, pode deixar. Só espero que você me agüente.

- Não se preocupe, com o tesão que estou em você vou te comer a noite toda. Vou botar no seu rabinho bem devagar e gostoso. Vou te deixar louquinha e taradinha.

- Já deixou meu amor, já deixou. E enquanto nos agarrávamos (já não era mais um simples beijo) minha mão escorregou para cima de suas calças e comecei a acariciá-lo mais diretamente, deixando-o ainda mais doido.

- Vamos embora, eu não quero comer nada aqui. O que eu quero é te foder todinha. Vamos!

- Vamos, eu também quero ir logo, quero que você me foda todinha a noite toda. Chama o garçon e peça a conta porque eu já estou que não me agüento mais e dá para notar que você está ficando em ponto de bala. E não quero perder nem um pouquinho desse pau maravilhoso qu eu estou sentindo agora por debaixo de suas calças.

Logo que chegou o garçon, pagamos a conta e saímos agarradinhos. No caminho de casa eu estava sentadinha a seu lado, com sua mão direita nas minhas coxas e no meu peito enquanto eu abria sua barriguilha e segurava no seu pau que já estava enorme e com a cabecinha molhada. A cada para beijávamo-nos enquanto eu seguia segurando aquele pau maravilhoso e de ve em quanto passava a pontinha da unha no seu pré-gozo e o trazia até minha boca, chupando-o como se fosse sua pica e o deixando ainda mais doido.

Quando chegamos em sua casa mal entramos e ele me agarrou com força e recomeçou a beijar-me, os dois de pé, no meio da sala escura, somente iluminados pelo luar e por nosso desejo. Ele levou-me até o sofá, levantou-se para colocar uma música romântica no som e voltou correndo, já sem camisa. Enquanto beijávamo-nos, ainda sentados, ele foi tirando meu bolerinho e depois, pouco a pouco, tirou minha blusa, deixando-me somente de soutien e saia. Em seguida ele começou a beijar meu pescoço e foi descendo. Enquanto sua mão entrava dentro do meu soutien e puxava meu peito para fora ele levantou-me e começou a acariciar meu mamilo, que estava durinho. Eu então comecei a tirar seu cinto e a caça caiu no chão.

Minha mão foi para cima de sua cueca e eu pude sentir toda a sua tesão. O Fernando me agarrou pela cintura e beijou-me fortemente na boca, enfiando sua língua até minha garganta.

Eu gemia de paixão quando ele voltou a beijar meus seios. Para facilitar eu, numa posição muito sexy, abri o soutien e joguei-o no chão. O Fernando começou a me beijar os peitos loucamente, passando sua lingua durinha sobre os meus mamilos enquanto dizia:

- Meu amor, que gostosa você é! Que peitinho maravilhoso! Vou te chupar todinha.

- Ah, gostoso é você! Me beija, chupa meus peitinhos. Você é o primeiro homem que eles vêem! Me chupa, vai!

Ele continuava a me chupar como se o mundo fosse acabar mas eu queria mais. Estava sentindo o seu pau duro contra minha barriga e estava louca de vontade de chupá-lo também. Pouco a pouco fui me abaixando, enquanto também beijava-o no corpo todo. Ele era bem cabeludo, o que me deixava ainda mais louca de tesão. Devagarzinho fui me ajoelhando até que cheguei onde queria e gentilmente comecei a passar minha língua ao longo de seu pau que., a esta altura, esta duríssimo e delicioso.

Enquanto agora era a vez do Fernando gemer eu continuava chupando e suas palavras só me deixavam mais taradinha e com vontade:

- Isso meu amor, chupa meu pau! Chupa com força sua bichinha safada. Mostra que você é a fêmea que eu estou querendo falava enquanto acariciava meus cabelos. Depois de uns cinco minutos ele disse:

- Vamos para a cama Tanynha, eu não agüento mais se não vou gozar e quero fuder tua bundinha gostosa.

Ato contínuo levantou-me e de maõs dadas fomos para a sua cama. Confesso que neste momento nem notei quão bonito era ou mesmo que cor era. Só pensava naquele homem, em seu pau e no prazer que ele iria me dar e como eu podia fazê-lo ainda mais feliz. Eu estava realmente apaixonada.

Detitamo-nos ou melhor, caímos na cama já nos beijando, eu segurando seu pau e ele com a mão dentro de minha calcinha, já acariciando meu cuzinho ansioso para recebê-lo. Ele mesmo foi tirando minha calcinha enquanto estava deitado de costas na cama. Eu fui novamente beijando-o ao longo de todo o corpo até chegar no seu pau, que engoli por inteiro.

Neste momento o Fernando virou-me de costas e enquanto eu continuava a chupar seu pau ele começou a enfiar a lingüinha em meu cuzinho, fazendo-me gemer de tesão. Logo depois ele enfiou um dedinho, depois dois e quando eu já estava bem abertinha, botou

uma camisinha e deitou-me de costas na cama. Eu queria tanto ser fodida que não agüentava mais esperar e quando senti ele me penetrando somente conseguia dizer:

- Vem meu amor, me fode, me fode gostoso. Bota na minha bundinha!

- Ah meu amor, eu vou te fuder todinha sua putinha. Ao ver que meu pauzinho estava durinho ele ainda gritou "ah, sua safadinha, você está gostando não é" e deu-me um tapinha no rosto que quase me fez gozar. Ser comida por aquele homem gostoso e ainda ser dominada era algo que me deixava absolutamente fora de mim.

E nos próximos minutos ele me fodeu de todos os modos. E eu dei para ele de frente, de lado, de costas, de cachorrinho, em pé, deitada, sentada até que finalmente enquanto cavalgava aquele pau delicioso senti que ele ficava ainda mais duro e o Fernando gritou:

- Goza meu amor porque eu vou gozar já já, vamos juntinhos e em seguida comecei a sentí-lo vibrar dentro de mim enquanto ele agarrava meus peitos com força. Eu mal cheguei a mão no meu pauzinho e também comecei a ter um orgasmo delicioso (havia colocado uma toalha para não sujá-lo).

O Fernando gozou por um longo tempo até que parou de mover-se e lentamente puxou-me para junto de si e começou a beijar-me.

- Hum, que gostosa que é você minha bichinha! Você também gostou?

- Claro meu amor, você é delicioso. Eu vou querer mais.

- Não se preocupe. Eu só estou começando. Vou deixar seu cuzinho ardendo.

Fomos até o banheiro, lavamo-nos e voltamos para a cama, onde eu aconcheguei-me em seus braços, com a cabeça em seu peito enquanto o Fernando ia acariciando delicadamente meus seios enquanto conversávamos. Não demorou muito meus mamilos começaram a ficar pontudinhos e, notei, seu pau reagiu imediatamente, principalmente porque como não quer nada eu também passei a, carinhosamente, manipulá-lo.

Tenho de confessar que nossa conversa na realidade não durou muito. Não resisti àquele pau duro, à sua conversa e em breve estava beijando e em seguida estava novamente de quatro em cima da cama, com aquela pica dura dentro de minha boca.

Chupei-o de todas as formas e logo ele estava com seu dedo dentro do meu rabinho pedindo para me comer:

- Vem cá minha bichinha, deixa eu te foder gostoso e enquanto me virava de lado ia enfiando aquele pau duro no minha bundinha.

Eu fiquei de costas na cama, com a perna levantada sobre seus ombros enquanto ele socava meu cú com aquela pica deliciosa e, ao mesmo tempo, passava as mãos em meus peitos. Eu gritava e gemia de prazer e pedia mais:

- Me fode meu amor, bota mais e puxava sua corpo para junto de mim o mais que podia.

Mais uma vez foi uma foda maravilhosa. Ele me comeu de todas as formas. De cachorrinho, em pé, por sobre mim, de lado, comigo cavalgando seu pau. E sempre falando bobagens ao meu ouvido como "você gosta de um pau em sua putinha?", ou "que bichinha gostosa!".

Mas, quando ele me colocou de lado na cama, penetrou-me profundamente enquanto acariciava meus seios e disse-me, enquanto enfiava a sua língua em minha boca "agora você vai ser a minha fêmea, só minha. Eu quero fazer um filho em você..." eu não resisti. Sabia que ele estava dizendo aquilo só para me deixar louca, mas o resultado é que deixou-me super excitada e comecei a gozar incontrolavelmente. Ele, ao ver aquilo, começou a socar-me o cú com mais força e começou a gozar juntinho comigo. Foi a glória.

Gozamos tanto e tão profundamente que depois do banho até esquecemos que não comêramos nada. Eu, mais uma vez, aconcheguei-me entre seus braços e pouco depois estávamos dormindo.

Tanya Trich

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Comentários


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maquina3 Comentou em 07/07/2015

Ola tanya gostei do seu conto resido em Vitória es gostaria de ti conhecer tenho 59 anos e sou muito ativo beijos

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Comentou em 13/04/2014

PERDI A PACIÊNCIA LONGO DE MAIS DA CONTA NÃO LI TUDO




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Ficha do conto

Foto Perfil adrianny cd
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Nome do conto:
A Minha Amiga Sandra

Codigo do conto:
45669

Categoria:
Travesti

Data da Publicação:
11/04/2014

Quant.de Votos:
9

Quant.de Fotos:
5


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